A Produtora Illumination Entertainment, fundada em 2007 por Chris Meledandri, realizou a sua primeira longa-metragem e conseguiu conquistar acrítica e o público mundial com “Despicable Me” (“Gru – O Maldisposto”). Esta animação em 3D,  realizada por Pierre Coffin e Chris Renaud, é cheia de boas intenções e com vontade de serboa, mas não consegue alcançar o nível que muitas outras animações do género conseguiram.

“Gru – O Maldisposto” acompanha a história de Gru (Steve Carell), um super-vilão que tem sido ultrapassado por outros vilões mais novos. No entanto, para recuperar o estatuto de “maior vilão do mundo” planeja um maléfico plano, roubar a Lua, com ajuda dos seus ajudantes amarelos, os Mínimos, que destruirá qualquer outro plano do seu rival, Vector (Jason Segel). Vários problemas e obstáculos o impedem de realizar o maléfico plano, até que um dia encontra a resposta a todos os seus problemas em três pequenas órfãs, com quem cria fortes laços de amizade, que lhe vão mostrar que há coisas mais importantes na vida do que os seus terríveis planos.

Penso que o argumento do filme é bastante fraco, cheio de clichés e por vezes aborrecido. Esta animação, apesar de ser destinada essencialmente ao público mais jovem, também pretende que atraia um público mais adulto, como acontece noutras animações. Mas tal não acontece, pois “Gru – O Maldisposto” é uma animação bastante infantil, previsível e não trás nada de novo para o espectador. Vejamos, por exemplo, um dos temas explorados na personagem Gru, que foi negligenciado pela sua mãe durante a sua infância e que agora só quer ser amado por alguém. Este tema é constantemente abordado nas animações. Mas, a grande aposta do filme foi nos momentos de humor entre Gru e as órfãs e entre Gru e os seus Mínimos. Principalmente no humor dos pequenos bonecos amarelos, a quem pertenciam a maioria das piadas e as melhores, fazendo até o público mais velho soltar algumas gargalhadas. Outro aspecto positivo do filme, é o 3D que consegue ser superior a muitas outras animações. “Gru – O Maldisposto” quer assumir-se como uma animação ao nível de “Idade do Gelo”, “Shrek” e “Madagáscar”, mas não consegue, está muito distante desse nível. Estará, provavelmente, mais perto de “Pular a Cerca” (2006), “O Panda do Kung Fu” (2008 ), “Horton e o Mundo dos Quem” (2008 ) e “Chovem Almôndegas” (2009).

Concluindo, “Gru – O Maldisposto” é uma animação mediana, que tem alguns bons momentos de humor, mas não é muito mais do que isso. Está prevista a estreia de uma sequela, “Despicable Me 2”, pela mesma produtora, duvido queseja melhor.

Realização: Chris Renaud

Argumento: Cinco Paul

Elenco: Steve Carell, Jason Segel

EUA/2010 – Animação

Sinopse: Num feliz bairro suburbano, rodeado por pequenas cercas brancas, com roseiras floridas, encontra-se uma casa negra com a relva morta. Sem o conhecimento dos vizinhos, escondido por baixo desta casa, existe um vasto esconderijo secreto… Rodeado por um pequeno exército de Mínimos está Gru, planeando o maior golpe na história do mundo. Ele vai roubar a Lua… Gru adora tudo o que é maléfico. Armado com o seu arsenal de raios de encolher, raios de congelar e veículos de guerra para terra e ar, ele arrasa todos aqueles que se atravessam no seu caminho; até ao dia em que encontra três pequenas orfãs que vêm nele algo que ninguém mais viu: um potencial Pai.

«Gru - O Maldisposto» - Uma História Cheia de Clichés
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