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4ª edição do NEU/NOW Live Festival chegou ao Porto

Arrancou no dia 12 de julho a 4ª edição do NEU/NOW Live Festival no Porto, que decorrerá até dia 15 do mês, depois de ter passado por cidades como Nantes (França), Vilnius (Lituânia) e Tallinn (Estónia), atraindo uma média de 5 mil visitantes em cada edição.

 

O NEU/NOW LIVE Porto é realizado no âmbito do NE©XT – New European Creative Talent, apoiado pela DG Education and Culture e pela Comissão Europeia, e coordenado pela University of Winchester (Reino Unido) em parceria com o ESMAE, Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto), a Bergen National Academy of the Arts (Noruega), a Estonian Academy of Music and Theatre (Estónia), e a European League of Institutes of the Arts (ELIA).

 

Apresentando jovens talentos de toda a Europa e não só, este festival internacional traz uma seleção de trabalhos artísticos nas áreas da Música, Cinema, Artes Performativas (Teatro / Dança), Artes Visuais e Design, que refletem o papel interventivo que a arte pode ter na sociedade e na cultura.

 

Um conjunto de 32 projectos, provenientes de 18 países, vai estar em exibição em cinco espaços emblemáticos da cidade do Porto: Casa da Música, Galeria do Palácio, Mosteiro São Bento da Vitória, Cinema Passos Manuel e Teatro Carlos Alberto. Portugal, particularmente o Porto, está representado por dois trabalhos de dois jovens talentos da ESMAE – Escola Superior de Música Artes e Espectáculo, do Instituto Politécnico do Porto, nas áreas do Design e Cinema. O espaço Maus Hábitos será o ponto de encontro.

 

Constam no programa de Cinema as seguintes curtas-metragens (a passar no Passos Manuel):

 

  • “828 Million Moments of Time” de Julia Tyrolt (Alemanha)

Se, como é costume dizer, um momento dura três segundos, então quantos momentos fazem uma vida, e que momentos iremos lembrar? Na delicada curta-metragem de Julia Tyrolt, um velho relembra-se de cenas da sua infância e de mais tarde na sua vida – uma roda-gigante, os velhos baloiços, um caminho florestal; uma imagem dissolve-se na seguinte. A linguagem visual desta peça é a Polaroid – uma fotografia instantânea, desfocada e desvanecida, de uma velha memória – como, numa pungente síntese de forma e conteúdo, o projeto de Tyrolt converte as imagens de um filme digital num total de 7592 Polaroids artificiais. Filmado novamente fotograma a fotograma com uma câmara, eles criam um efeito de stop-motion ou de lapso temporal – de momentos no tempo.

 

  • “A few millimetres under the root” de Michal Haruštiak (Eslováquia)

Passado nos Estados Unidos durante os anos ‘30 e ‘40, a animação “A few millimetres under the root”, de Michal Harustiak, usa uma história simples – um homem velho está a tentar encontrar um local tranquilo para ler o seu livro – para refletir ironicamente sobre a teimosia, hábito e inevitabilidade. Afastado da sua casa pelo barulho incrível da sua mulher a aspirar incessantemente, do parque local pelo lamento das sirenes das ambulâncias, e da igreja por uma procissão de enlutados vestidos de preto, a busca da paz por parte do velho leva-o através dos portões do cemitério cheio de névoa, etéreo. Quão longe está ele disposto a ir?

 

  •  fEATHERFISH” de Katharina Niedermeier (Alemanha)

Uma animação cubista surreal sobre o orgulho, derrota e fragilidade emocional. “fEATHERFISH”, a curta-metragem de animação de Katharina Niedermeier, adota uma   técnica de stop-motion memorável que usa dois materiais: papel, do qual as figuras e estranhas paisagens são recortadas; e carne crua, cortada em pedaços, rodando húmidas sobre as superfícies das coisas. Quando os dois materiais se tocam, alteram-se mutuamente. Seguindo um protagonista chamado “Me” (Eu) enquanto ele exulta e sofre na prisão e finalmente recupera do seu orgulho com o seu próprio poder e independência, “fEATHERFISH” é uma animação única, intensa e angular, acompanhada pela narração de um texto poético e lúdico.

 

  • Viagem Até Casa” de Bárbara Veiga (Portugal)

Filmado em 2010 no coração do Porto, a segunda maior cidade de Portugal, o filme documental de Bárbara Veiga “Viagem até Casa”, revisita as localizações exatas do filme de 1942 “Aniki-Bóbó” (o primeiro trabalho não-documental) do famoso realizador português Manoel de Oliveira. Viajando para Miragaia, Ribeira, Sé e Sobreiras, “Viagem até Casa” reúne testemunhos de pessoas locais que testemunharam as filmagens do filme de Oliveira nos anos ‘40, e filma crianças de Miragaia e S. Nicolau a encenar novamente cenas originais do “Aniki-bóbó”.

 

  • Henry Waltz” de Emil Goodman (Hungria)

Passado num mundo de fantasia detalhadamente ilustrado com a imagética de uma Hollywood clássica, ficção científica steampunk e uma América dos anos ‘30 e ‘40 reimaginada, “Henry Waltz” de Emil Goodman é uma longa-metragem transmédia que combina filmagens reais com animação em papel para dar à vida uma visão rica e provocante. O trailer do projeto dá-nos um pequeno vislumbre do mundo de Henry Waltz – um homem que lida com substâncias orgânicas ilegais no planeta Terangi, construído pelo homem e cada vez mais mecanizado. Quando Waltz se envolve com um projeto experimental secreto é forçado a abandonar a sua vida confortável e torna-se num homem procurado – perseguido pela sinistra Gerência, bem como por figuras do submundo do planeta. Na busca de uma substância orgânica que o mantenha vivo, Waltz encontra uma conspiração em grande-escala dirigida pela elite, desvendando um esquema que drena energia do planeta…

 

  • “O Milagre” de Amadeu Pena da Silva, Cristiana Gaspar (Portugal)

 Situado na aldeia Português do Douro em um dia quente e durante os tempos difíceis, o curta-metragem segue a personagem de Cristo, um pescador local, que trata de comércio na vila. As pessoas estão com fome, mas o dinheiro está apertado, e quando um encontro casual com a neta de um amigo leva a um caso de identidade equivocada, Cristo tem uma revelação …

 

Fonte: NEU/NOW Live Festival

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