60 filmes de animação da Disney (1937-2021)

Passaram-se 84 anos desde a estreia da primeira longa-metragem de animação Walt Disney Animation Studios, “Branca de Neve e os Sete Anões”, em 1937. Este filme iniciou uma longa jornada de filmes que marcaram gerações de crianças.

Este especial surge no ano em que a Walt Disney Animation Studios estreia a sua 59.ª e 60.ª longa-metragens de animação, “Raya e o Último Dragão” (5 de março) e “Encanto” (novembro), respectivamente. Em quase 100 anos de estúdio (1923), a Walt Disney produziu 60 filmes de animação.

Originalmente conhecido como Disney Brothers Cartoon Studio, com Walt Disney e o seu irmão, Roy Oliver Disney, como sócios iguais, a empresa logo mudou o seu nome, por sugestão de Roy, para Walt Disney Studio, o estúdio foi fundado a 16 de outubro de 1923.

Foi em 1934 que Walt Disney começou a produção da sua primeira longa-metragem de animação, num altura em que o Rato Mickey já era bastante popular e estava a tornar-se num icónico símbolo da Walt Disney que é hoje. A produção de “Branca de Neve e os Sete Anões” demorou três anos, a tempo de estrear no Natal de 1937, tornando-se logo num enorme sucesso na época. Foi o filme de maior bilheteria de todos os tempos, um recorde que manteve até ser ultrapassado por “E Tudo o Vento Levou” (1939).

No site da Walt Disney Animation Studios lê-se: “Em 1937, o Walt Disney Animation Studios lançou a sua primeira longa-metragem totalmente animada, Branca de Neve e os Sete Anões, abrindo caminho para uma nova forma de entretenimento familiar. Quase um século depois, continuamos a homenagear a nossa herança por meio de filmes de animação que combinam bela arte, narrativa magistral e tecnologia inovadora.”

Os lucros do seu primeiro filme permitiram a Walt Disney construir um nov estúdio e criar novos filmes, mas o lucro não durou muito quando chegou a 2.ª Guerra Mundial em 1939. Depois do primeiro filme vieram “Pinóquio” (1940), “Fantasia” (1940), “Dumbo” (1941) e “Bambi” (1942), o que representam a primeira “era de ouro” da Disney. Os cinco filmes são hoje considerados os grandes clássicos do estúdio. Apesar da década de 1940 ter sido encantadora, em termos de oferta de filmes do estúdio e por serem obras-primas técnicas de animação, nem “Pinóquio”, nem “Fantasia” e nem “Bambi” foram grandes êxitos de bilheteira. Foram no geral filmes bastante caros e geraram poucas receitas para o estúdio. No entanto, valeram todos juntos 6 Óscares e “Bambi” foi o filme que encerrou esse período áureo que só viria a ser repetido nos anos 1990, que foi a década de glória da Disney.

A década de 1950 trouxe uma nova prosperidade ao estúdio, logo no início com “A Gata Borralheira” (1950), que se tornou no maior sucesso de bilheteria da Disney desde “Branca de Neve e os Sete Anões”, tendo gerado lucro suficiente para aguentar a empresa por mais uns longos anos. Em 1951 com “Alice no País das Maravilhas”, baseado no romance de Lewis Carroll, dá-se início ao conhecido “Ciclo Inglês da Disney”, que é constituído também pelos filmes “Peter Pan” (1953), “Os 101 Dálmatas” (1961), “A Espada Era a Lei” (1963), “O Livro da Selva” (1967), “Robin dos Bosques” (1973), “As Extra-Aventuras de Winnie the Pooh” (1977) e “As Aventuras de Bernardo e Bianca” (1977). Todos estes filmes são histórias baseadas em contos ingleses e/ou ambientados em Inglaterra. Já os filmes “A Dama e o Vagabundo” (1955), “A Bela Adormecida” (1959) e “Os Aristogatos” (1970) são adaptados de outros romancistas e escritores.

A década de 1960 foi das mais fracas em termos de produção, tendo-se realizado apenas três filmes. “A Espada Era A Lei” foi a décima oitava longa-metragem de animação da Disney e o último filme estreado, enquanto Walt Disney era vivo. Walt Disney faleceu a 15 de dezembro de 1966.

A década de 1980, com cinco produções, começa muito bem com “Papuça e Dentuça” (1981), que foi amplamente acarinhado pelo público e foi também o filme mais caro da Disney até então, custando cerca de 12 milhões de dólares e faturando cerca de 39,9 milhões em bilheteira só nos EUA. A década termina também muito bem com “A Pequena Sereia” (1989), que foi um dos seus maiores sucessos até então. Com um orçamento de 40 milhões de dólares, o filme faturou mais de 233 milhões de dólares em todo o mundo. “A Pequena Sereia” marca o início de uma nova era de ouro para a animação da Disney, com orçamentos cada vez mais volumosos e com uma animação mais aperfeiçoada e marca o início da passagem do desenho à mão para a animação de computador. Costuma-se dizer que este foi o filme que iniciou o “renascimento” da Disney.

O segundo período áureo da Disney foi portanto a década de 1990, recorrendo já a algumas cenas criadas por efeitos em CGI (Imagens geradas por computador), o primeiro filme é “Bernardo e Bianca na Cangurulândia”, seguido por “A Bela e o Monstro” (1991). O filme foi um enorme sucesso de bilheteria, arrecadando 425 milhões de dólares no mundo todo. Com cenários majestosos, cores fortes e um desenho de meter inveja, “A Bela e o Monstro” foi um filme inovador para a época, pois estreou o uso de animação 2D com o 3D, a partir do uso de computadores. Foi também o primeiro filme animado a ser nomeado para o Óscar de Melhor Filme (1992). Com 6 nomeações venceu os Óscares de Melhor Banda Sonora e de Melhor Canção Original.

Nos anos 90 são uma época de grande prosperidade para a Disney, batendo sempre recordes de bilheteira e todos eles enormes sucessos pela público e crítica. Entre 1990 a 1999 realizaram-se 10 filmes, um por ano: “Bernardo e Bianca na Cangurulândia” (1990), “A Bela e o Monstro” (1991), “Aladino” (1992), “O Rei Leão” (1994), “Pocahontas” (1995), “O Corcunda de Notre Dame” (1996), “Hercules”(1997), “Mulan” (1998), “Tarzan” (1999) e “Fantasia 2000” (1999).

“O Rei Leão” (1994), a 32.ª longa-metragem de animação dos estúdios Disney e o primeiro a ser criado a partir de um argumento original, torna-se num dos mais bem sucedidos filmes de sempre do estúdio, uma obra prima que é ainda hoje um dos maiores símbolos da Disney. Continua a ser um dos filmes mais vistos de sempre, arrecadando nas bilheteiras de todo o mundo cerca de 968 milhões de dólares. Aplaudido pela crítica e público, ocupa a 34.ª posição do Top 250 do IMDB. Um filme de animação tradicional, desenhado e pintado à mão, com uma forte mensagem, que continua a ser adorado pelas novas gerações.

Os filmes da Disney mudaram bastante no século XXI, quer na técnica de animação, que hoje é feita por computação gráfica, quer na própria narrativa e tipo de personagens, quebrando com o passado. Mas há um filme que se destaca, “A Princesa e o Sapo” (2009), por regressar ao desenho 2D e por torna-se no primeiro filme a ter uma princesa negra, mais concretamente, uma afro-americana. Ao fim de quarenta e nove longas-metragens realizadas a protagonista da história é negra. No entanto, o último filme da Disney feito inteiramente desenhado à mão foi “Winnie the Pooh” (2011), que evoca o tradicional desenho à mão da Disney, com extraordinários cenários e uma simplicidade do desenho e das cores.

O lançamento de DVD’s tornou-se cada vez mais popular, especialmente quando a empresa começou a acrescentar conteúdos extra nos DVD’s. O DVD de “Branca de Neve e os Sete Anões”, em 2001, vendeu mais de um milhão de unidades no primeiro dia de lançamento.

Em 2013 a Disney estreou “Frozen: O Reino do Gelo”, que foi muito bem recebido pela crítica e público, tendo sido considerado a melhor animação da Disney desde a era do “Renascimento da Disney” (1989-1999). O filme arrecadou mais de 1,2 mil milhões de dólares nas bilheterias mundiais. É neste momento o terceiro filme animado mais rentável do estúdio, seguido por “Frozen 2: O Reino do Gelo” (2019) com 1,4 mil milhões de dólares e por “O Rei Leão” (2019), o remake em CGI, que recorre à técnica da animação fotorrealista, com 1,6 mil milhões de dólares em todo o mundo.

Em 2021, a Disney prepara-se para estrear dois filmes, “Raya e o Último Dragão” (a 5 de março) e “Encanto” (novembro), que representam a 59.ª e 60.ª longa-metragem respectivamente. Estes são os 60 filmes de animação da Disney desde 1937 até 2021.

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