Morreu nesta quinta-feira, em Lisboa, o realizador português António de Macedo, aos 86 anos. Realizou mais de trinta filmes, entre curtas e longas de ficção e documental, tendo sido um dos realizadores mais ativos desde o Novo Cinema português até aos anos 1990.

Formado em arquitectura e em psicologia e filosofia, António foi também escritor e ensaísta, tendo escrito “A Evolução estética do cinema” em 1959.

A sua primeira longa-metragem é “Domingo à tarde” (1965), protagonizada por Ruy de Carvalho, tendo-se seguido obras como “Nojo aos Cães” (1971), “A Promessa” (1973), entre outras. Dedica grande parte da sua vida de realizador ao género documental, explorando a técnica do cinema direto, tendo realizado muitas curtas e médias metragens antes e sobretudo depois do 25 de abril.

Em 2012 foi distinguido, juntamente com Isabel Ruth e António da Cunha Telles, com o Prémio Carreira pela Academia Portuguesa de Cinema.