Morreu esta quinta-feira, dia 12, aos 85 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a atriz portuguesa Laura Soveral.

Nascida em 1933, em Angola, começou a sua carreira no teatro, tendo passado pela televisão e pelo cinema. Iniciou a sua carreira cinematográfica com “Estrada da Vida” (1968), de Henrique Campos, e foi com “Uma Abelha na Chuva” (1972), de Fernando Lopes, que teve um dos seus primeiros papéis no cinema.

Seguiram-se filmes como “Vale Abraão” (1993), “A Divina Comédia” (1991) e “Francisca” (1981), de Manoel de Oliveira; “Terra Sonâmbula” (2007), de Teresa Prata; “Tráfico” (1998), “O Fatalista” (2005), “A Corte do Norte”(2008), “Filme do Desassossego” (2010) e “Os Maias – Cenas da Vida Romântica” (2014), de João Botelho; “Três Irmãos” (1994), de Teresa Villaverde; “Cinco Dias, Cinco Noites” (1996), de José Fonseca e Costa; “Adeus, Pai” (1996), de Luís Filipe Rocha; “Alice” (2005), de Marco Martins; “The Lovebirds” (2007), de Bruno de Almeida; “O Delfim” (2002), de Fernando Lopes; “O Cônsul de Bordéus” (2011), de João Correa e Francisco Manso; “Tabu” (2012), de Miguel Gomes; “Cadências Obstinadas” (2013), de Fanny Ardant, entre outros.

Em 2016, a Academia Portuguesa de Cinema atribui-lhe o Prémio Bárbara Virgínia, que distingue uma figura feminina que se tenha destacado no cinema português.