Terminou no passado dia 29 de julho a 22.ª edição do Festival de Cinema AVANCA, organizado pelo Cine-Clube de Avanca, tendo sido atribuídos os habituais prémios, dos quais dez foram entregues a filmes portugueses.

“O Rei dos Belgas”, de Peter Brosens e Jessica Woodworth, foi o grande vencedor da 22.ª edição do AVANCA, tendo recebido o prémio Cinema para a Melhor Longa-metragem e o Prémio D. Quixote da FICC – Federação Internacional de Cineclubes. Sobre o filme, o Júri da FICC, disse que o filme “aponta contradições entre as boas intenções da fundação da União Europeia e também das Nações Unidas e as realidades vividas na Europa após a 2ª Guerra Mundial. Neste aspeto, a Guerra dos Balcãs e as transformações pós 1989 são claramente mencionadas de forma muito crítica”.

Foram ainda distinguidas com Menções Especiais as longas–metragens “Marias da Sé” de Filipe Martins (Portugal), “Ivan” de Janez Burger (Eslovénia) e “A Floresta” de Roman Zhigalov (Rússia).

O Prémio Melhor Atriz foi para Maruša Majer, que protagonizou “Ivan” e o Prémio Melhor Ator foi para Oleg Shibayev pelo seu desempenho no filme “A Floresta”.

O Prémio Curta Metragem foi para “Terra Amarela” de Dinis M. Costa e a animação, “Playing House” de Özgül Gürbüz e Cenk Köksal da Turquia, foi distinguida com o Prémio Melhor Animação.

“Uma Vida Sublime”, de Luís Diogo, foi distinguido com o Prémio Melhor Longa-metragem. O documentário “Intraterrestrial. A Fleeting Contact”, de Alexander e Nicole Gratovsky, (Espanha) venceu o Prémio Televisão e a obra portuguesa “No Momento”, de Rui Martins, recebeu o Prémio Estreia Mundial Televisão.

O Prémio Cineasta Júnior, para realizadores até 30 anos, foi atribuído a “Impessoal”, de Marianne Harlé, tendo ainda sido atribuída uma Menção Especial a “No Final da Linha”, de Rita Morais.