“Yuli” é o mais recente filme da realizadora espanhola Icíar Bollaín que conta a história de vida do famoso bailarino cubano Carlos Acosta, o primeiro dançarino negro a integrar o Royal Ballet em Londres. Carlos Acosta, que já dançou nas companhias English National Ballet, National Ballet of Cuba, Houston Ballet e American Ballet Theatre, interpreta-se a si próprio neste biopic sobre a sua vida que serve também como uma visão da história de Cuba.

O filme segue Acosta – apelidado de Yuli pelo seu pai – nas ruas de sua terra natal, em Cuba, onde cresceu, até se apresentar no prestigioso Royal Ballet de Londres.

O papel principal é interpretado por Edilson Manuel Olbera Núñez (em criança) e por Keyvin Martínez (em adolescente), e pelo próprio Acosta (em adulto).

Este filme biográfico nada convencional é uma co-produção entre Espanha, Cuba, Alemanha e Reino Unido, com argumento de Paul Laverty (“Eu, Daniel Blake”) e foi produzida pela BBC Films, Potboiler Productions, Morena Films e Match Factory Productions.

Segundo comunicou Acosta, durante a conferência de imprensa que deu esta semana, explicou que havia escrito esta biografia há muitos anos atrás como forma de terapia para enfrentar o seu passado, especialmente o conturbado relacionamento que mantinha com o seu pai, que foi quem o forçou a seguir o caminho que levou. O seu pai sempre o forçou a ser bailarino, enquanto que Acosta sempre quis ser jogador de futebol. Carlos Acosta nunca pensou que esta biografia se transformaria num filme, até que a produtora Andrea Calderwood viu potencial e passou a ideia ao argumentista Paul Laverty.

“Yuli” teve a sua estreia mundial este mês, em Competição no Festival de San Sebastian (que termina a 29 de setembro).