Segundo os dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) sobre o mercado cinematográfico em Portugal de 2017, os portugueses foram mais vezes ao cinema. O número de espectadores nas salas de cinema em Portugal foi de 15,6 milhões (um acréscimo de 4,4%) e a receita bruta de bilheteira foi de 81,6 milhões de euros (representando um crescimento de 5,6%). Ou seja, em 2017 foram contabilizados mais 650 mil espectadores e mais 4,4 milhões de euros de receita de bilheteira do que em 2016. Este é o terceiro ano consecutivo que aumenta a receita e o número de espectadores nas salas de cinema nacionais. Abril foi o mês que registou o maior número de espectadores, com 1,875,282 bilhetes comprados.

Em 2017 foram estreadas 375 longas-metragens, 154 das quais com origem nos EUA e 167 de origem europeia. Os filmes norte-americanos foram vistos por 77,4% e os europeus por 12,4% do total de espectadores. Segundo o ICA, “Velocidade Furiosa 8” foi o filme mais visto do ano em Portugal, tendo sido visto por 787.724 espectadores e registado 4.304.538,18€ em receita bruta. Seguem-se “Gru – O Maldisposto 3” (589.240 espectadores) e “A Bela e O Monstro” (535.513 espectadores) em segundo e terceiro lugar dos mais vistos do ano.

No ranking dos filmes nacionais mais vistos do ano, encontra-se em primeiro lugar “O Fim da Inocência” de Joaquim Leitão (com 76.827 espectadores), em segundo lugar encontra-se “Jacinta” de Jorge Paixão da Costa (45.561 espectadores), em terceiro lugar encontra-se “Perdidos” de Sérgio Graciano (43.600 espectadores) e “São Jorge” de Marco Martins (42.249 espectadores) foi o quarto mais visto e “Fátima” de João Canijo em quinto lugar (24,379 espectadores).

Apesar de a quota de cinema português ter sido de apenas 2,6% do total de filmes estreados, em 2017 houve mais portugueses a verem produções nacionais do que em 2016, passando de 353 mil espectadores para 390 mil pessoas. No ano de 2017 foram produzidas 77 obras cinematográficas nacionais com o apoio financeiro do ICA, das quais 38 longas-metragens (20 de ficção e 18 documentários) e 28 curtas-metragens (15 de ficção, 8 de animação e 5 documentários), verificando-se, em relação ao ano anterior, um aumento de 27 obras produzidas, ou seja, um crescimento de 54,0%.

Das obras premiadas em 2017, destaca-se a carreira internacional do filme “A Fábrica de Nada”, a primeira longa-metragem de ficção de Pedro Pinho, que conquistou o Prémio FIPRESCI, da Federação Internacional de Críticos de Cinema, atribuído ao melhor filme exibido na Quinzena de Realizadores do Festival de Cannes 2017“Verão Danado”, a primeira longa metragem de Pedro Cabeleira, recebeu uma menção especial, na secção Cineasti del Presenti do Festival de Locarno. Diogo Costa Amarante conquistou o Urso de Ouro no Festival de Berlim pela curta-metragem “Cidade Pequena”.

Número de espectadores em salas de cinema portuguesas / Receita bruta (2011-2017):
2011 – 15,7 milhões / 79,9 milhões de euros
2012 – 13,8 milhões / 73,9 milhões de euros
2013 – 12,5 milhões / 65,5 milhões de euros
2014 – 12,1 milhões / 62,7 milhões de euros
2015 – 14,5 milhões / 74,9 milhões de euros
2016 – 14,9 milhões / 76,7 milhões de euros
2017 – 15,6 milhões / 81,6 milhões de euros

Fonte: Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA)