Cannes 2013 - Dia 1_1

O Festival de Cannes abriu hoje as suas portas ao mundo para a 66ª edição. Durante doze dias Cannes vai ser a Meca do cinema, cheio de glamour e o melhor do cinema mundial.

 

Durante a tarde o Júri do 66º Festival de Cannes deu uma conferência de imprensa inaugural, tendo o seu presidente, Steven Spielberg, dito o seguinte: “Não tenho estado de alma, julgamos sempre, estamos sempre a julgar os filmes que se vê no cinema, a avaliá-lo, a tentar ver o que há de radicalmente novo. Os filmes estão sempre em competição uns contra os outros para obter a atenção do público.”. Para o realizador romeno, Cristain Mungiu“é muito difícil julgar filmes. O que eu procuro, é a honestidade e a coragem num realizador. A primeira etapa para um realizador é conseguir o que quer. A segunda é tentar ser original.”. O ator Christoph Waltz disse: “Um prémio é sempre o resultado, mas um resultado do quê? Uma boa psicanalise é a combinação de um psicanalista e de um paciente. Teremos, cada um, a nossa maneira de cumprir a nossa tarefa, e a minha será talvez mais descritiva que a do Cristian”. O restante plantel de júris é composto por: Daniel Auteuil (ator), Vidya Balan (atriz), Naomi Kawase (realizadora), Nicole Kidman (atriz), Ang Lee (realizador) e Lynne Ramsay (realizadora).

 

A cerimónia de abertura realizou-se por volta das 19h (em França), apresentada pela atriz francesa Audrey Tautou, mundialmente conhecida por “O Fabuloso Destino de Amélie” (2001). Tautou falou com bastante emoção durante a cerimónia, que homenageia sempre o cinema, dizendo: “Os corações prontos para serem encantados, revirados, estupefactos, parados, corações endomingados ou não, aqui e noutros locais, que adoram o cinema desde o dia em que um filme, o primeiro, os levou ao sétimo céu”. Para ela, esse filme foi “E.T.,contou, e aquela estranha criatura “que repetia Telefone casa, telefone casa”. O cinema que se sentiu no palco do Grand Théâtre Lumière foi o de Spielberg, o cinema da infância e inocência. Como é hábito o presidente do júri tem sempre direito a um pequeno filme com imagens de todos os seus filmes que realizou (em forma de retrospectiva). Foi assim que se viu, de forma resumida, a obra de Spielberg, ao som das bandas sonoras de John Williams, dos filmes “A Lista de Schindler”, “E.T.”, “Parque Jurássico” e “Indiana Jones”. Assim, Steven Spielberg subiu ao palco, coberto de uma longa ovação de pé por parte do público, e começou por dizer “Mon Dieu!”. Depois de um curto discurso e de terem sido mostrados excertos de todos os filmes em competição, foi interpretado no palco a música “Sister” do filme “A Cor Púrpura”, precisamente de Steven Spielberg. No final, foi Leonardo DiCaprio que proferiu as tradicionais palavras do festival: Declaro agora aberto o 66º Festival de Cannes!”.

 

O certame abriu com o romance “O Grande Gatsby”, de Baz Luhrmann, que é um dos filmes mais aguardados do ano, abre as portas do festival. O realizador de “Romeu + Julieta” (1996) e “Moulin Rouge” (2001) regressa a Cannes doze anos depois com um filme que adapta o célebre romance de Francis Scott Fitzgerald, com a intenção de revelar o que este não diz. Contando com um elenco de luxo como Leonardo DiCaprio, Joel Edgerton e Tobey Maguire, é acompanhado “por uma banda sonora original anacrônica na qual constam artistas como Lana Del Rey ou Beyoncé, a realização de O Grande Gatsby, totalmente filmado em 3D, comporta vários planos sequenciais que por vezes aproximam o filme a uma peça de teatro. O desempenho dos actores, entre os quais encontramos Tobey Maguire no papel do narrador Nick Carraway, mas também os cenários e o guarda-roupa, sempre sublimes em Luhrmann, acentuam esta característica que recorda que foi um homem do teatro antes de se tornar cineasta”.

 

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