Cannes 2021: Seleção da 60.ª Semana da Crítica

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"Robust", de Constance Meyer
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Já se conhece a programação final da 60.ª edição da Semana da Crítica da 74.ª edição do Festival de Cannes, a decorrer entre 7 a 15 de julho.

A Semana da Crítica, composta por 13 longas (sete das quais em competição) e 10 curtas-metragens, terá como filme de abertura “Robust”, a longa-metragem de estreia da realizadora francesa Constance Meyer, protagonizada pelo veterano Gérard Depardieu e pela jovem estreante Déborah Lukumuena.

Já o filme de encerramento da 60.ª edição será “Une histoire d’amour et de désir”, a segunda longa da cineasta tunisiana Leyla Bouzid, sobre um estudante francês de origem argelina que descobre literatura erótica árabe ao mesmo tempo que se apaixona por Farah, também uma estudante tunisiana que conheceu na universidade.

“Libertad”, de Clara Roquet

Dos sete filmes a concurso da Semana da Crítica destaca-se “Libertad”, da espanhola Clara Roquet, um filme que gira em torno da amizade entre duas adolescentes – Nora e Libertad – de diferentes classes sociais ao longo do verão na Costa Brava. E ainda “Feathers”, do realizador egípcio Omar El Zohairy, um drama que segue uma família forçada a um período de autodescoberta após o seu patriarca autoritário ser acidentalmente transformado numa galinha por um mágico durante uma festa de aniversário de crianças.

Os outros filmes em competição são “Amparo”, de Simón Mesa Soto, “The Gravedigger’s Wife”, de Khadar Ayderus Ahmed, “Olga”, de Elie Grappe, “Small Body”, de Laura Samani, e “Zero Fucks Given”, de Julie Lecoustre e Emmanuel Marre.

Criada em 1962, a Semana da Crítica foca-se no primeiro e segundo filmes de talentos emergentes. A seção exibiu os primeiros trabalhos de realizadores como Jacques Audiard, Alejandro González Iñárritu, Ken Loach, François Ozon, Julia Ducournau e Rebecca Zlotowski ao longo da sua história em seis décadas.

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“Bruno Reidal”, de Vincent Le Port

Para assinalar o 60.º aniversário serão exibidos os filmes “Petite Nature”, de Samuel Theis; “Une jeune fille qui va bien”, de Sandrine Kiberlain; “Bruno Reidal”, de Vincent Le Port, inspirado numa história verídica de um camponês seminarista que assassinou uma criança em 1905; e “Les Amours d’Anaïs”, de Charline Bourgeois-Tacquet, um conto sobre um triângulo amoroso, protagonizado por Anaïs Demoustier como uma mulher de trinta e poucos anos que se apaixona tanto pelo homem como pela mulher em um casal, interpretado por Denis Podalydès e Valeria Bruni-Tedeschi.

O cineasta romeno Cristian Mungiu irá presidir o júri, composto pelo produtor francês Didar Domehri, a atriz e artista musical Camélia Jordana, o consultor cinematográfico suíço Michel Merkt e Karel Och, diretor artístico do Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary.

A 74.ª edição do Festival de Cannes realiza-se entre 6 a 17 de julho de 2021.

60.ª SEMANA DA CRÍTICA

Filme de Abertura
Robust, de Constance Meyer

Sessões Especiais
Bruno Reidal (Bruno Reidal, Confession of a Murderer), de Vincent Le Port
Petite Nature (Softie), de Samuel Theis
Une jeune fille qui va bien (A Radiant Girl), de Sandrine Kiberlain
Les Amours d’Anaïs (Anaïs in Love), de Charline Bourgeois-Tacquet

Competição
Amparo, de Simón Mesa Soto
Feathers, de Omar El Zohairy
The Gravedigger’s Wife, de Khadar Ayderus Ahmed
Libertad, de Clara Roquet
Olga, de Elie Grappe
Small Body, de Laura Samani
Zero Fucks Given, de Julie Lecoustre & Emmanuel Marre

Filme de Encerramento
Une histoire d’amour et de désir (A Story of Love and Desir), de Leyla Bouzid

Curtas-Metragens
Brutalia, Days of Labou, de Manolis Mavris
Duo Li (Lili Alone), de Zou Jing
Fang Ke (An Invitation), de Hao Zhao & Yeung Tung
Inherent, de Nicolai G.H. Johansen
Interfon 15 (Intercom 15), de Andrei Epure
Ma Shelo Nishbar (If It Ain’t Broke), de Elinor Nechemya
Noir-soleil, de Marie Larrivé
Safe, de Ian Barling
Soldat noir, de Jimmy Laporal-Trésor
Über Wasser (On Solid Ground), de Jela Hasler

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