Cineasta Rui Simões estreia-se na ficção com “Primeira Obra”

"Primeira Obra" (2023), de Rui Simões "Primeira Obra" (2023), de Rui Simões
"Primeira Obra" (2023), de Rui Simões. Foto Real Ficção

O cineasta português Rui Simões vai estrear aos 80 anos, no dia 25 de abril, a longa-metragem “Primeira Obra”, o seu primeiro filme de ficção em 50 anos de carreira.

Apresentado no Festival IndieLisboa 2023, “Primeira Obra” é uma ficção semi-autobiográfica escrita por Sabrina D. Marques, a partir de uma ideia de Rui Simões, onde a realidade e a ficção se cruzam.

Produzido pela Real Ficção, o filme segue a história de Michel, um jovem estudante luso-descendente que investiga o cinema português da Revolução que ficou por cumprir, partindo do documentário “Bom Povo Português”, um dos primeiros filmes de Rui Simões, para traçar paralelismos com a contemporaneidade. “Em conversa com Simão, histórico cineasta, Michel procura respostas para o seu filme. Ao conhecer Susy, activista do ambiente, percebe que o amor é o caminho. Como sempre, a vida e o cinema misturam-se.”, lê-se na sinopse oficial.

Gravado durante a pandemia, na zona do Ribatejo, esta é uma história de amor e amizade que coloca em paralelo a realidade do filme que vemos e a do PREC. “O que é que seria fazer hoje o Bom Povo Português?”, pergunta a personagem Michel ao realizador (interpretado aqui por António Fonseca).

O elenco é composto por Zé Bernardino, Ulé Baldé, António Fonseca, Joana Brandão, Maty Galey, Beatriz Gaspar, Jean-Marie Galey e Alice Barros Simões. O filme conta ainda com a participação especial de Dalila Carmo, Manuel João Vieira, Miguel Seabra, Manuel Mozos, Adriana Queiroz, Isabel Ruth Olga Roriz e Filipa Mayer.

O realizador completa 80 anos de idade no próximo dia 20 de março, dia em que fará a sessão de ante-estreia de “Primeira Obra”, na Cinemateca Portuguesa, às 19h, na sala M. Félix Ribeiro. A longa-metragem estreia comercialmente a 25 de abril nas salas de cinema nacionais.

Rui Simões é uma referência no documentário português, conhecido pelas obras políticas e sociais como “Deus, Pátria, Autoridade” (1975), “Bom povo português” (1980), “Ilha da Cova da Moura” (2010), “Guerra ou Paz” (2014) ou “Alto Bairro” (2014).

“Bom Povo Português”, que ilustra a situação social e política de Portugal durante o PREC, é provavelmente o seu filme mais conhecido e estudado. Através de imagens de arquivo e num registo poético somos guiados por uma voz que nos narra em off, de José Mário Branco, um texto de Teresa Sá.

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