O Cinema Ideal, em Lisboa, vai reabrir a sua sala no próximo dia 1 de junho, depois de doze semanas de portas fechadas.

Agora que as autoridades de saúde incluíram os cinemas no processo de retoma da normalidade possível, o Cinema Ideal reabre com a garantia de assegurar todas as condições de segurança e saúde (e cumprindo as diretrizes oficiais e todos os procedimentos obrigatórios) com desinfeção e limpeza permanentes e com a lotação da sala limitada a uma em cada duas filas e dois lugares de intervalo entre espectadores.

“Durante o mês de junho e dada a limitação do número de lugares (utilização de uma em cada duas filas e dois lugares de distância entre espectadores não coabitantes) pedimos que façam sempre a vossa reserva de bilhete pelo telefone ou email do cinema. E, durante este mês, os bilhetes terão o “preço único especial reabertura” de 5€. Mas teremos também um bilhete – APOIO CINEMA IDEAL – no valor de 10€, para todos aqueles que quiserem expressar de forma mais concreta o seu apoio.”, lê-se no comunicado da página de Facebook do Cinema Ideal.

Fechada desde 13 de março, o Cinema Ideal, gerido pela Midas Filmes, já tem calendário para os meses de junho e julho. Reabre com um filme maravilhoso, que quase não chegou a estrear, “Retrato da Rapariga em Chamas”, de Céline Sciamma, e com a estreia de dois documentários, que deveriam neste mês de maio ter assinalado os 75 anos do fim da II Guerra, “Quem Escreverá a Nossa História”, de Roberta Grossman, e “Uma Vida Alemã”, de Christian KrönesOlaf S. Müller. Nas semanas que se seguem, estrearão filmes como “Matthias & Maxime”, de Xavier Dolan, o filme brasileiro “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, “It Must Be Heaven”, de Elia Suleiman e “O Que Arde”, de Olivier Laxe.

De 11 a 17 de junho, decorrerá uma Semana Especial BOLD, com seis filmes cuja estreia foi adiada e que agora serão mostrados em sala: “Monos”, de Alejandro Landes, “Salve Satanás?”, de Penny Lane, “Rainha de Copas”, de May el-Toukhy, “100% Camurça”, de Quentin Dupieux, “Liberdade”, de Kirill Mikhanovsky, e “Ema”, de Pablo Larraín.

De 25 de junho a 1 de julho, irão ser exibidos oito filmes do programa 6.doc, em parceria com o Doclisboa. O dia 9 de julho será dedicado ao cinema português, com três curtas de jovens realizadoras portuguesas: “Cães Que Ladram aos Pássaros”, de Leonor Teles, “Ruby”, de Mariana Gaivão, e “Dia de Festa”, de Sofia Bost.

“O cinema Ideal reabre também ainda na expectativa das medidas de emergência a ser tomadas pelo Ministério da Cultura e o Instituto de Cinema para apoiar uma atividade que esteve quase três meses encerrada – o que significou uma perda de muitas dezenas de milhares de euros. Não esquecendo os distribuidores dos filmes e, sobretudo, todos aqueles que trabalham no cinema em Portugal e, em particular, os profissionais de cinema independentes que estão e estarão ainda muitos meses com a sua atividade paralisada e sem quaisquer rendimentos.”

CALENDÁRIO

1 Junho
“Retrato da Rapariga em Chamas”
“Quem Escreverá a Nossa História”
“Uma Vida Alemã”
11 Junho
Semana Cinema Bold
18 Junho
“Matthias & Maxime”
25 Junho
7.doc – o doclisboa no Ideal
“Benzinho”
2 Julho
“It Must Be Heaven”
9 Julho
Três realizadoras portuguesas
16 Julho
“O Que Arde”