sala-de-cinema-medeia-espaço-nimas-lisboa

Cinema Medeia Nimas já tem programação até julho

Cinema Medeia Nimas, que vai reabrir as suas portas a 10 de junho, deu a conhecer o seu vasto programa de filmes até ao dia 8 de julho, que inclui obras de Buñuel, Oliveira, Kubrick, Moretti e Polanski.

O Cinema, da Medeia Filmes, abre com “Non, ou a Vã Glória de Mandar” (1990), um filme de Manoel de Oliveira em cópia restaurada, e com “2001 – Odisseia no Espaço” (1968), de Stanley Kubrick, em cópia restaurada 4K. No dia 19, será exibido outro clássico de Kubrick, “Shining” (1980), uma versão longa em cópia digital restaurada.

Entre as surpresas da programação que marca o regresso após estes meses de confinamento está a segunda fase do Ciclo: 25x Buñuel, com 10 filmes do cineasta espanhol Luis Buñuel em cópias restauradas: “Labirinto Infernal” (1956),“A Febre Sobe em El Pao” (1959), “O Anjo Exterminador” (1962),“Diário de Uma Criada de Quarto” (1963),“Simão do Deserto” (1965), “Via Láctea (1969), “O Charme Discreto da Burguesia (1972), “O Fantasma da Liberdade (1974) e “Este Obscuro Objecto do Desejo (1977). Há um que será projetado em 4K, “A Bela de Dia” (1966).

Outra das novidades é o Ciclo: O “Roman Porno” da Nikkatsu [1971-2016], que a partir de 18 de junho, e ao longo de cinco semanas, no cinema Nimas (com posterior exibição noutras salas do país) a Leopardo Filmes vai exibir mais 10 inéditos do cinema japonês, 10 filmes de um “sumptuoso género”, como lhe chamou Jean-François Rauger da Cinemateca Francesa, o “Roman Porno” (roman poruno), “que os estúdios Nikkatsu criaram no início dos anos 70, e que, como escreveu Stephen Sarrazin, que há várias décadas trabalha sobre o cinema do Japão, faz finalmente parte da história do cinema japonês”.

“A Nikkatsu, um estúdio fundado em 1912, um dos mais antigos do Japão, um dos maiores da Ásia, cuja história testemunha não só as transformações do cinema, mas também da sociedade japonesa ao longo do século (nele trabalharam, entre outros, Kenji Mizoguchi, Seijun Suzuki, Shohei Imamura…), no início dos anos 70, com a concorrência da televisão, confrontou-se com uma queda abrupta dos espectadores das salas. Para enfrentar as dificuldades financeiras e uma mais que certa falência, decidiu criar uma linha de produção de filmes de género, a que chamaria “Roman Porno” (Roman Poruno, ou “pornografia romântica”, num acto de “quase-provocação” ― eram os anos 70, não o esqueçamos).”

No dia 13 de junho será exibido “A Cidade Branca” (1983), de Alain Tanner, numa cópia digital restaurada em 4K, a que se seguirá com uma conversa com o diretor de fotografia Acácio de Almeida, a atriz Teresa Madruga e o produtor Paulo Branco.

Entre as surpresas do programa para as próximas semanas encontram-se os filmes: “Palombella Rossa” (1991), de Nanni Moretti, “Querido Diário” (1995), de Nanni Moretti, “E Então” (1998), de Michel Piccoli, “Por Favor, Não Me Morda o Pescoço” (1968), de Roman Polanski, “Quarto 212” (2020), de Christophe Honoré, “Mosquito” (2020), de João Nuno Pinto, e “Martin Eden” (2020), de Pietro Marcello (estreia nacional a 2 de julho).

O Espaço Nimas, que está encerrado desde o dia 16 de março, devido à pandemia da COVID-19, vai reabrir seguindo os “procedimentos de máxima segurança recomendados, nomeadamente a redução da lotação da sala, lugares marcados de modo a manter-se a distância física adequada, uso de máscara no interior das instalações, desinfeção regular e reforço da limpeza nas áreas de contacto manual, disponibilização de gel desinfetante para as mãos, para utilização dos espectadores e equipa.”

Ver programa completo.