Cinemateca lança portal Félix para consulta de todo o património cinematográfico português

Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, em Lisboa
Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, em Lisboa
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A Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema  lançou esta quarta-feira, 7 de fevereiro, o Portal Félix, um “ponto de acesso centralizado aos dados sobre o património cinematográfico português a cargo da Cinemateca”, após vários anos de preparação e desenvolvimento.

Online desde a manhã desta quarta-feira, o portal resulta de um projeto “que envolveu uma série de questões complexas, tais como a modelação de dados, a interoperabilidade técnica e semântica e a normalização de metadados.”, segundo consta no site da Cinemateca.

O Portal, de acesso livre, desenvolvido tecnologicamente pela Quidgest (uma empresa portuguesa), dirige-se tanto a investigadores como a qualquer público interessado, “sem limites de tempo ou de espaço, aos conteúdos informativos nele disponibilizados”. Segundo informação da Quidgest, foi a única empresa “que aceitou o desafio de organizar, seriar e integrar cerca de um milhão de dados e registos diferentes que havia na Cinemateca – desde documentos em papel a diversas bases de dados.”

Durante a apresentação pública do Portal Félix, José Manuel Costa, Diretor da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, começou por frisar: “este é um dos projetos mais estruturantes dos últimos anos e resulta de muita colaboração interna com o nosso parceiro, a Quidgest, que fez com que isto se tornasse possível. Portanto, consideramos esta parceria um grande êxito.”

Será possível consultar a produção filmográfica portuguesa (entre 1896 e 1975), diversos catálogos (de imagens em movimento, bibliografias, iconografias, documentação de arquivo, aparelhos e objetos), históricos de exibições da Cinemateca (ciclos e sessões), e estreias em Portugal (informação relativa ao período 1918 e 2020). No acervo digital, que será constantemente atualizado, podem-se descobrir e explorar informação sobre filmes, pessoas, eventos e os diversos documentos ou recursos informativos a eles associados. Na secção Filmografia Portuguesa constam para até ao momento 3497 registos. O site também permite que a pesquisa seja feita por mapa, procurando em que regiões foram filmados os filmes.

O nome do Portal “Félix” é uma homenagem a Manuel Félix Ribeiro (1906-1982), fundador e primeiro diretor da Cinemateca Portuguesa, tal como explica Teresa Borges, responsável pelo Centro de Documentação e Informação da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema: “Ao longo destes anos de desenvolvimento, o projeto tinha o nome de Cinem@TIC e não vamos esquecer isso. Mas para o portal externo, houve aqui um brainstorming há uns anos e optámos por chamar-lhe Félix, o nome do nosso fundador e a pessoa que também dá nome a esta sala. É a Félix Ribeiro que devemos a ideia inicial de Cinemateca, essa ideia de reunir num só local tudo o que diga respeito aos filmes, à história do cinema e à cultura cinematográfica.”

Este novo portal, agora disponível ao público, tem exatamente este mesmo princípio, explicou Teresa Borges: “juntar informação antes dispersa em vários lugares e estados, desde o papel até à base de dados, fazê-lo de uma forma integrada e, com isso, otimizar todos os nossos recursos, todo o nosso trabalho e proporcionar informação organizada. Daí que o principal mote deste projeto seja ‘Cooperar’ e ‘Partilhar’.” Os desafios iniciais eram muitos e complexos, referiu a responsável, lembrando o porquê de só ter havido “uma única empresa a ter respondido ao nosso caderno de encargos e ao nosso concurso público – a Quidgest. Portanto, o meu primeiro agradecimento é para a Quidgest, que se aventurou connosco nesta imensidão de dados migrados (que rondam, não sei, um milhão ou 500 mil dados e registos?), todos com características e caracterizações muito diferentes.”

Este é projeto co-financiado pelo Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2020), do Fundo Social Europeu, e pelo Programa Portugal 2020.

Em paralelo, a Cinemateca Portuguesa encontra-se a desenvolver a última fase do projeto de digitalização FILMar, com mais de uma centena de filmes de produção nacional restaurados e digitalizados, que serão exibidos em mais de trinta localidades até 30 de abril.

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Artigo atualizado a 8 de fevereiro de 2024

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