Nem só de longas-metragens se faz o cinema, aliás, muito pelo contrário, por vezes alguns dos mais criativos e engenhosos trabalhos cinematográficos se encontram sob a forma de curtas-metragens. Eu sou daqueles que defende a projecção de uma curta-metragem nos cinemas, não só seria bom para o publico que poderia ganhar algo mais com o dinheiro gasto no cinema mas também para todo um conjunto de gente que está a começar na área do cinema e que não consegue apenas através dos festivais de curtas metragens chegar a um público tão vasto como o publico que vai aos cinemas.

 

Mas como isto nem sempre é possível é preciso procurar outras formas de projecção, e é aqui que entra o fabuloso mundo da internet. É graças a sites como o Youtube e Vimeo que uma pessoa pode passar horas e horas a ver o que de melhor se faz por este mundo fora em termos de cinema independente, e após ter visto já algumas curtas metragens interessantes, achei que seria interessante o Cinema 7ª Arte começar a partilhar semanalmente uma ou duas curtas-metragens que possam agradar os leitores do site. Abre-se então o espaço para “Curtas para um Fim-de-Semana”.

 

As escolhas desta semana caem sobre tudo na animação e têm origens em diferentes contextos cinematográficos diferentes, com histórias bastante simples e lineares e principalmente, no caso de serem estrangeiras, sem grandes diálogos ou narrações. Mas deixando o texto de lado e passando ao que realmente importa:

 

Copia A

Curta-metragem de animação realizada pela produtora argentina Trexel Animations, especializada sobretudo em publicidade.

 

The Last 3 Minutes / Os Últimos 3 Minutos

Fiquei impressionado com a beleza deste filme e com a forma como o realizador, Po Chang, consegue logo na sua estreia como realizador fazer um épico em apenas 4 minutos. Vale mesmo a pena ver.

 

A Maior Flor do Mundo

“As histórias para crianças devem ser escritas com palavras muito simples…”. Estas são as palavras de José Saramago, ditas pelo próprio nesta belíssima curta-metragem espanhola realizada por Juan Pablo Etcheverry. Chegou mesmo a ser nomeada para os prémios Goya em 2007 e percebe-se porquê. Recomenda-se quanto mais não seja para recordar um pouco Saramago.