O Destaque da Semana é, obviamente, “A Árvore da Vida” de Terrence Malick, que venceu no domingo passado a Palma de Ouro no Festival de Cannes 2011. Malick, o poeta da imagem, é um cineasta muito peculiar, em quase quarenta anos realizou apenas cinco filmes. Conhecido por deixar muito tempo entre cada filme, por exemplo, depois de ter realizado “Dias do Paraíso” (1978 ), só voltou a realizar vinte anos depois, “A Barreira Invisível” (1998 ). É um cineasta que prepara os seus filmes com muita calma e minuciosamente, para que nada falhe. Todos os seus filmes obtiveram um enorme sucesso da crítica e do público. “A Barreira Invisível” (1998 ) e “O Novo Mundo” (2005) são talvez os seus filmes mais conhecidos. Seis anos depois realiza “A Árvore da Vida” (2011), que estreou em Cannes 2011 e venceu o principal galardão. Neste filme reflecte sobre a origem do universo e de como a tragédia da vida de um ser humano pode ser tão diminuta quando vista a uma escala global. “A Árvore da Vida” estreia hoje nos cinemas portugueses.

 

Um filme que acompanha a existência de Jack (Hunter McCracken enquanto jovem; Sean Penn em adulto) desde o seu nascimento, nos anos 50, até à idade adulta, da perda da inocência ao cinismo de um homem maduro que é parte da civilização pós-moderna. Jack, o mais velho de três irmãos, cresce dividido entre duas visões divergentes da realidade: o autoritarismo de um pai, ambicioso e descrente (Brad Pitt), com quem vive em perpétuo conflito, e a generosidade e candura de uma mãe (Jessica Chastain), que lhe dá conforto e segurança. Até que um trágico acontecimento vem perturbar o já de si frágil equilíbrio familiar.

Sinopse: Cinecartaz Público