O destaque da semana vai para “Utoya, 22 de Julho”, filme realizado por Erik Poppe (“Águas Agitadas”, “Mil Vezes Boa Noite”, “A Escolha do Rei”) e escrito por Anna Bache-Wiig e Rajendram Eliassen.  O filme é baseado em factos reais e foi filmado num único plano-sequência.

“Utoya, 22 de Julho” estreia hoje nas salas de cinema nacionais.

A 22 de julho de 2011, Anders Behring Breivik, um homem, alto, loiro, vestido de polícia, chegou à ilha de Utoya, na Noruega, onde decorria um acampamento da juventude do Partido Trabalhista.

Nesse dia, estavam ali acampadas aproximadamente 600 pessoas. A maioria reunia-se no edifício principal, seguindo as notícias sobre o atentado ocorrido em Oslo junto à sede do governo duas horas antes.

Antes que alguém percebesse as suas intenções, Breivik começou a disparar. Em pânico, uns fugiram para fora do alcance do assassino; outros atiraram-se à água na esperança de conseguir nadar os 700 metros que separam Utoya de terra firme.

Entre os primeiros tiros disparados e a detenção de Breivik passou menos de hora e meia. Foram assassinadas 69 pessoas, na sua maioria jovens entre os 14 e os 25 anos. Extremista e defensor de ideais xenófobos, Breivik assumiu-se como “inimigo do multiculturalismo” e do que apelidou de “invasão muçulmana”.

A 24 de agosto de 2012, mais de um ano depois destes terríveis eventos, foi condenado a 21 anos de prisão prorrogáveis (a sua condenação pode ser prolongada indefinidamente, caso a Justiça norueguesa considere que continua a representar perigo para a sociedade).