Dia dos Avós: 7 filmes que retratam histórias entre avós e netos

Design sem nome 1 Design sem nome 2

Nesta quarta-feira, 26 de julho, comemoramos o Dia dos Avós, em homenagem àquelas pessoas que têm um papel tão importante em nossas vidas. O Dia dos Avós é uma data comemorativa dedicada a eles dentro da família, complementando o Dia das Mães e o Dia dos Pais. Essa celebração acontece em alguns países, mas com diferenças no nome, motivação e data.

Em muitos países latino-americanos, o dia 26 de julho foi escolhido para essa celebração por ser o dia em que a liturgia católica comemora São Joaquim e Santa´Ana, pais da Virgem Maria e, portanto, avós de Jesus. Desde o século VI (6), há registros do culto e da veneração aos pais de Maria, mas a popularização dessa celebração no mundo ocidental ocorreu sobretudo no século XIV (14), conforme lembra o teólogo e filósofo Fernando Altemeyer Júnior, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em entrevista à BBC News Brasil.

No entanto, como destacado na matéria “Dia dos Avós: por que comemoramos a data em 26 de julho?”, de Edison Veiga para a BBC News Brasil, o dia 26 de julho não é um consenso mundial. Em alguns países, como a Itália, houve a preocupação de desconectar o Dia dos Avós da memória dos santos, enfatizando o caráter civil (e não religioso) da celebração, e a “Festa Dei Nonni” é celebrada no dia 2 de outubro.

Nos Estados Unidos, a comemoração acontece no primeiro domingo de setembro. No Reino Unido, no primeiro domingo de outubro. Já na França, há o Dia das Vovós no primeiro domingo de março e o Dia dos Vovôs no primeiro domingo de outubro. A Estônia comemora no segundo domingo de outubro, a Austrália no primeiro domingo de novembro e o Canadá no dia 25 de outubro.

Além disso, no mundo, também existe o Dia Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro e promovido pela ONU, dedicado a conscientizar contra a discriminação enfrentada pelos idosos, chamando a atenção para estereótipos negativos e equívocos sobre o envelhecimento.

Hoje e sempre, avôs e avós de todo o mundo merecem um presente, um beijo, um abraço, uma visita surpresa e muito mais, em um dia tão especial como este. Para celebrar essa data linda, o Cinema Sétima Arte preparou uma lista com 7 filmes que retratam lindas histórias entre avós e netos.

Confira nossa seleção:

“Belfast” (2021), de Kenneth Branagh

O filme retrata com belíssima e extremamente delicada sensibilidade, não uma guerra, mas sim o relacionamento de uma família e o imenso amor que um menino sente por seus pais e avós. Assim, ele nos oferece uma crónica leve sobre a vida de uma criança sonhadora na década de 1960, em contraste com a intensidade dramática de “Em Nome do Pai” (1993), de Jim Sheridan.

Buddy (Jude Hill) me encantou com sua ingênua sinceridade e seu vigor. Com apenas nove anos, ele precisa enfrentar uma realidade menos confortável do que a que conhecia, desejando ardentemente que as coisas voltem a ser como eram antes. A pressão social, política, religiosa, cultural e familiar o força a amadurecer rapidamente. Nesse contexto, os personagens secundários, principalmente seu pai (Jamie Dornan) e seus amados avós (Ciarán Hinds e Judi Dench), desempenham papéis importantes, mostrando ao garoto gradualmente como a guerra os afetou profundamente. Por sua interpretação como o avô de Buddy, Hinds foi nomeado ao Óscar de Melhor Ator Secundário e Dench ao Óscar de Melhor Atriz Secundária.

 

 

“Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos” (2006), de Valerie Faris e Jonathan Dayton:

O avô da pequena Olive (Abigail Breslin) é um homem inabalável diante do tempo, aquele que insiste em controlar nossas vidas, mas ele vive intensamente, desafiando-o. Alan Arkin desempenhou o papel de forma discreta e perfeita, o que lhe rendeu o Óscar de Melhor Ator Secundário.

O personagem é desconfortavelmente rude e, ainda assim, notavelmente presente com um poder impactante. Suas palavras são simples e precisas, frequentemente unindo a família nos momentos bons e ruins. Ele é o maior fã e incentivador de sua neta, tanto que a treinou para o concurso “Little Miss Sunshine”.

 

 

“A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005), de Tim Burton

Como seria “A Fantástica Fábrica de Chocolate” sem o vovô Joe (David Kelly)? No filme de Tim Burton, esse aposentado é o pilar fundamental como melhor amigo e incentivador do querido Charlie (Freddie Highmore). Vovô Joe é a personificação do apoio incondicional, sempre pronto a ajudar, determinado a tornar os sonhos do neto em realidade. A relação de companheirismo, cumplicidade, amizade e afeição entre avô e neto é simplesmente inspiradora e emocionante de acompanhar.

 

 

“O Diário da Princesa” (2001), de Garry Marshall

Baseado na popular série de livros de Meg Cabot, a experiência de assistir aos filmes do Diário da Princesa era um verdadeiro rito de passagem para os millennials da época, que não cansavam de citá-los e discutir sobre eles. Nos filmes, somos apresentados à personagem Clarisse Renaldi (Julie Andrews), avó da protagonista Mia Thermopolis (Anne Hathaway). Clarisse é uma figura imponente, porém amável, que se torna uma guia essencial para Mia em sua jornada em direção ao trono do fictício principado de Genóvia.

Ao longo dos últimos 20 anos, desde o lançamento do segundo filme, tanto Julie Andrews como Anne Hathaway não esconderam sua empolgação com a possibilidade de um terceiro filme da franquia. Os fãs também estão ansiosos para reencontrar essas adoráveis personagens e descobrir o que o futuro reserva para elas.

 

 

“Os Croods” (2013), de Chris Sanders e Kirk DeMicco

Nem todos os avôs são retratados como pessoas gentis, frágeis e idosas, com um grande coração e muito amor para dar. Às vezes, eles são retratados como indivíduos duros, mal-humorados e rápidos. Um exemplo disso é a vovó do filme “Os Croods”.

 

 

“Luca” (2021), de Enrico Casarosa

Às vezes, à medida que uma pessoa envelhece, ela adquire uma nova perspectiva sobre a juventude. Enquanto os pais podem estar totalmente focados em manter seus filhos seguros, podem não perceber os problemas reais que seus filhos enfrentam. No entanto, a habilidade de observação e a riqueza de experiência de um avô ou avó podem fornecer insights incrivelmente profundos. Um exemplo disso é ilustrado pela personagem da vovó Paguro em “Luca”, da Pixar.

 

 

“Coco” (2017), de Adrian Molina e Lee Unkrich

O filme apresenta o poderoso vínculo emocional entre a avó Coco e seu neto Miguel. É graças ao encorajamento e apoio inabalável dela que ele persevera em seu sonho de se tornar músico, apesar de enfrentar a desaprovação do restante da família.

Skip to content