No dia 7 de Maio, pelas 19h45, a Max e a TNT exibem não apenas um documentário — mas uma ode a um dos capítulos mais épicos da história do futebol mundial.
“Vai Corinthians” revive, com o coração a bater ao ritmo da memória colectiva, a inesquecível invasão corinthiana ao Japão, em 2012, aquando do Mundial de Clubes da FIFA.
Na final, o Corinthians enfrentou o Chelsea, de Inglaterra, e, com a força de uma equipa e de um povo que não conhece meias-entregas, saiu vitorioso. O título veio, é certo, mas foi apenas o desfecho de algo maior. O verdadeiro feito aconteceu nas bancadas — ou, melhor dizendo, nas ruas de Yokohama, nos comboios repletos, nos cantos entoados em português que ecoaram do outro lado do mundo.
Com 45 minutos de duração, o documentário resgata imagens inéditas e testemunhos comoventes de quem atravessou o planeta por amor. São fragmentos da maior demonstração de devoção futebolística de que há memória: 30 mil corações alvinegros bateram em solo nipónico, levando consigo a alma da Fiel. Por onde passaram, deixaram um rasto de encanto, surpresa e alegria — até os próprios japoneses, discretos e cerimoniosos, deixaram-se envolver e, por uns dias, também foram Corinthians.
Segundo dados oficiais, o governo japonês emitiu cerca de 10 mil vistos temporários a brasileiros nos dois meses que antecederam o torneio. Mas nenhum número consegue traduzir a grandeza do que ali se viveu. Não era turismo. Era peregrinação.
“Vai Corinthians” é uma coprodução da Canal Azul com a Warner Bros. Discovery, com realização de Marcela Coelho, Ricardo Aidar e Daniel Kfouri.
Um filme para rir, chorar e, acima de tudo, recordar que o Corinthians é mais do que um clube — é um estado de espírito.
A invasão corintiana
Estavam por toda a parte — como bem assinalou a FIFA. Nos subterrâneos de Tóquio, nos comboios apinhados, nas ruas fervilhantes e até diante dos mais célebres cartões-postais da metrópole nipónica. A capital do Japão, a mais povoada do planeta, viu-se dominada por uma energia que não lhe era habitual: a presença estrondosa e incansável da claque corintiana. Era impossível não reparar. E, mais do que ver, sentia-se. Os jogadores do Chelsea, finalistas vencidos naquele Campeonato do Mundo de Clubes de 2012, bem o testemunharam.
Em Yokohama, mais de 30 mil corintianos ergueram a sua voz numa única direcção. O Estádio Internacional reverberava com o clamor do “Bando de Loucos”, numa vibração quase corpórea, como se cada grito empurrasse a equipa de Tite um pouco mais rumo ao feito maior. O golo solitário de Paolo Guerrero, as intervenções milagrosas de Cássio Ramos e a entrega incondicional de cada jogador compuseram a epopeia de uma conquista que transcende o desporto.
“Estamos muito gratos a esses adeptos. Foram assim durante todo o ano no Brasil, em todos os nossos jogos. É fantástico. Estão sempre presentes, e nunca os ouvimos vaiar ou criticar. Estão sempre lá para apoiar a equipa”, disse Cássio, o guarda-redes corintiano, que foi eleito a Bola de Ouro desse torneio.
Nos dois meses que antecederam a competição, o Japão concedeu mais de 10 mil vistos temporários a brasileiros. Embora nem todos tivessem como destino a paixão corintiana, muitos deles, quase certamente, sim. Basta olhar os números: em 2011, os vistos não ultrapassaram os 16 mil no total. A diferença é eloquente.
Há, ademais, uma expressiva comunidade brasileira em solo japonês, para além dos corintianos espalhados por outros pontos da Ásia e da Europa, que atravessaram continentes com um só propósito: ver o Timão tocar o céu. Dizer que 30 mil torcedores estiveram em Yokohama é ser prudente; provavelmente foram mais.
Foi a terceira grande invasão da Fiel. A primeira, em 1976, quando o Maracanã ruiu sob o peso dos corintianos, na meia-final contra o Fluminense. A segunda, em 2000, na final do primeiro Mundial de Clubes da FIFA, diante do Vasco, também no Maracanã. Em ambas, o Corinthians saiu por cima — e a claque foi sempre protagonista.
Tite, com a sobriedade que lhe é própria, resumiu o espírito daquela noite mágica: “O troféu é uma retribuição ao adepto corintiano pelo carinho que deu à equipa. Aqueles que vieram e aqueles que não puderam estar aqui fisicamente, mas que estiveram presentes em espírito e alma”.

