Está aí a sexta edição do MEXE pronta para reflectir sobre O Risco

Arranca este sábado a sexta edição do MEXE – Encontro Internacional de Arte e Comunidade. Com base no Porto, o evento que tem como parte essencial da sua missão tornar visível o trabalho de companhias, coletivos, cidadãs/ãos e artistas dedicados à reflexão e às práticas artísticas participativas e comunitárias estende-se, pela primeira vez em dez anos, a Lisboa e Viseu. Um programa habitado por propostas de dança, música, teatro, instalação, performance e oficinas, pontuado por palestras, conversas e encontros de discussão, propõe-se, em setembro de 2021, a reflectir sobre as várias perspectivas d’O Risco. A abordagem do Humano e a natureza, o orgânico e o digital, a desigualdade e a exclusão são algumas das temáticas que pretendem agitar as águas em tempos de indefinição e medo.

Destaque nas artes de palco para a estreia nacional de Paisajes para colorear, obra da companhia chilena La-resentida sobre os relatos de violência no feminino; a dança d’A Classe do Jaime em torno da tradição e contemporaneidade do movimento; e para a apresentação da rapper Mynda Guevara. Ainda no campo da música palavra especial para Desenterrando Ecologias Queer, uma instalação-concerto de Amy Reid, que activa novas simbologias ligadas às plantas e com apresentação dupla no Porto, no Jardim Botânico, e em Lisboa, na Culturgest.

Na estreita relação com as populações das cidades por onde passa, espaço ainda para as estreias de Altamira 2042, um trabalho que Gabriela Carneiro Cunha desenvolverá com a população de Miragaia em torno da relação da cidade com o Rio Douro, e As Bravas – Um Manifesto, caminhada performativa que pretende cartografar as histórias e lutas feministas da cidade Invicta. No campo das oficinas, as Hortas Comunitárias das Fontaínhas serão o espaço para a instalação de um Laboratório dos Riscos Impossíveis e os novos meios de ligação online para uma discussão-construção de um Herbário Anticolonial. Ainda no online, atenção para a Máquina de Ruído, uma instalação digital que incorporará palavras de ordem, sons e contribuições do público para criação de uma grande manifestação virtual.

Nota final para o lançamento do livro Práticas Artísticas, Participação e Política de Hugo Cruz, a conferência de abertura com o primeiro cyborg reconhecido por um Governo, Neil Harbisson, e o EIRPAC – Encontro Internacional de Reflexão Sobre Práticas Artísticas Comunitárias. Complementando o trabalho de apresentação e performance, o MEXE 2021 apresentará ainda uma mostra de cinema que integrará seis filmes sobre organizações e projetos cujo trabalho se centra nas práticas artísticas participativas e comunitárias.

Toda a programação e detalhes em www.mexe.org.pt.

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