studio ghibli logoDepois de em 2013 terem sido anunciadas as reformas dos realizadores Hayao Miyazaki e de Isao Takahata, confirmaram-se os rumores de que “When Marnie Was There” ia ser o último filme dos estúdios de animação japoneses, os Estúdios Ghibli. O que levou o produtor e director do estúdio Toshio Suzuki a anunciar este domingo o encerramento das suas atividades. Uma notícia dolorosa para os fãs de anime, de animação e de cinema.

Conhecidos como a “Walt Disney japonesa”, a Ghibli confirmou a sua insustentabilidade económica da empresa, sendo que um dos motivos que levou ao encerramento das suas atividades de produção e distribuição deve-se à fraca receção de bilheteira no Japão de um dos seus filmes mais recentes, “The Tale of Princess Kaguya”. Até ao momento o filme faturou em bilheteiras apenas cerca de 3,5 milhões de dólares, bastante distante dos 48 milhões que estavam previstos, tornando-se num flop.

Segundo Suzuki, o estúdio permanecerá aberto apenas para manter os direitos de licenciamento e merchandising das suas obras e irá focar-se apenas na produção de anúncios e de videoclips musicais. Sabe-se também que vão manter uma pequena equipa em funcionamento, para futuros projetos de Miyazaki.

Co-fundado por Hayao Miyazaki, a 15 de junho de 1985, o maior estúdio de animação japonesa e o principal rival da Disney e da Pixar, já produziu mais de 20 filmes, que revolucionaram de alguma forma o mundo da animação e a história do cinema. Foi com a Ghibli que criaram-se clássicos como “A Viagem de Chihiro” (2001), “Princesa Mononoke” (1997), “O Castelo Andante” (2004),  “Ponyo à Beira-Mar” (2008) e “As Asas do Vento” (2013), todos estes realizados pelo mestre Miyazaki. “O Túmulo dos Pirilampos” (1988), “Totoro” (1988), “Porco Rosso: O Porquinho Voador” (1992), “Pom Poko” (1994) e “O Castelo no Céu” (1986) são outros clássicos dos estúdios que ficaram para a história.

“When Marnie Was There” é assim a última longa-metragem produzida pelos estúdios, escrita e realizada por Hiromasa Yponebayashi, sendo que é o primeiro filme da Ghibli em que a ideia inicial do argumento não partiu dos seus fundadores (Miyazaki e Takahata).

É um dia triste para o mundo do cinema de animação, ver este estúdio, com quase 30 anos de existência, deixar de contar histórias que encantavam gerações de todo o mundo, que continham sempre mensagens de paz entre o Homem e a mãe natureza, apresentando sempre um estilo único. Até sempre, lendário estúdio de animação japonês – Ghibli.