A Academia Europeia de Cinema divulgou uma lista de 47 filmes seleccionados, para mais tarde serem escolhidos os nomeados para a 25ª edição do European Film Awards (Prémios do Cinema Europeu). Nesta lista estão representados 31 países, desde a Austria à Rússia, mostrando uma grande diversidade de cinema europeu. Os seleccionados cobrem também os vastos géneros, desde a comédia à família, policial e dramas históricos, de thrillers a adaptações teatrais e literárias.

 

Entre os seleccionados encontram-se “Amour” (Austria), “Faust” (Rússia), “Amigos Improváveis” (França), “Vergonha” (Reino Unido), “In Darkness”, entre outros. “Tabu”, de Miguel Gomes, é o representante português que teve uma co-produção com França, Alemanha e Brasil. Aclamado nacional e internacionalmente pela crítica, “Tabu” é puro cinema, poético e invulgar. Esta obra-prima do cinema português venceu em Berlim os prémios Alfred Bauer e FIPRESCI (este último um dos mais importantes prémios da crítica cinéfila), está entre os três filmes finalistas dos prémios europeus LUX 2012, e tem sido aclamado no festival de Toronto, onde estreou no passado dia 6 de setembro. Portugal tem assim uma forte hipótese de chegar às nomeações e quem sabe ganhar o prémio de melhor filme, tornando-se no primeiro filme português a fazer tal feito.

 

Nas próximas semanas, 2700 membros da Academia Europeia de Cinema vão votar nos nomeados em diferentes categorias. Os nomeados serão anunciados a 3 de novembro, no Festival de Cinema Europeu de Sevilha, em Espanha. A cerimónia da 25ª edição realiza-se no dia 1 de dezembro, em Malta, onde serão entregues os mais importantes prémios cinematográficos europeus.

 

Lista de seleccionados (com o nome em inglês):

Our Children, de Joachim Lafosse (Bélgica/França/Suíça/Luxemburgo)

Unfair World, de Filippos Tsitos (Grécia)

The Door, de István Szabó (Hungria/Alemanha)

Alps, de Yorgos Lanthimos (Grécia)

Love, de Michael Haneke (Austria/França/Alemanha)

The Angel’s Share, de Ken Loach (Reino Unido, França/Bélgica/Itália)

Avalon, de Axel Petersén (Suécia)

Barbara, de hristian Petzold (Alemanha)

Once Upon a Time in Anatolia, de Nuri Bilge Ceylan (Turquia)

Carnage, de Roman Polanski (França/Alemanha/Polónia/Espanha)

Caesar Must Die, de Paolo & Vittorio Taviani (Itália)

Gypsy, de Martin Šulík (República Checa/Eslovaquia)

Just the Wind, de Bence Fliegauf (Hungria/Alemanha/França)

Rust and Bone, de Jacques Audiard (França)

Diaz: Don’t Clean Up this Blood, de Daniele Vicari (Itália/Roménia/França)

Children of Sarajevo, de Aida Begić (Bósnia e Herzegovina/Alemanha/França/Turquia)

Beyond the Hills, de Cristian Mungiu (Roménia/França/Bélgica)

L’enfant D’en Haut, de Ursula Meier (Suíça/França)

Faust, de Alexander Sokurov (Russia)

Unit 7, de Alberto Rodriguez (Espanha)

The Exchange, de Eran Kolirin (Israel/Alemanha)

Policeman, de Nadav Lapid (Israel)

Come as you Are, de Geoffrey Enthoven (Bélgica)

In Darkness, de Agnieszka Holland (Alemanha/Polónia/Canadá)

Untouchable, de Olivier Nakache & Eric Toledano (França)

Shun li and the Poet, de Andrea Segre (Itália)

Iron Sky, de Timo Vuorensola (Finlândia/Alemanha/Austrália)

The Hunt, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)

Kauwboy, de Boudewijn Koole (Holanda)

Sneakers, de Ivan Vladimirov & Valery Yordanov (Bulgária)

A Royal Affair, de Nikolaj Arcel (Dinamarca)

Combat Girls, de David Wnendt (Alemanha)

The Parade, de Srđjan Dragojević (Sérvia)

Paradise: Love, de Ulrich Seidl (Austria/Alemanha/França)

Flowers Buds, de Zdeněk Jiráský (Republica Checa)

Rose, de Wojciech Smarzowski (Polónia)

Shame, de Steve McQueen (Reino Unido)

Death of a Man in Balkans, de Miroslav Momčilović (Sérvia)

Sons of Norway, de Jens Lien (Noruega)

The Dream and the Silence, de Jaime Rosales (Espanha/França)

Tabu, de Miguel Gomes (Portugal/Alemanha/Brasil/França)

Tinker Tailor Soldier Spy, de Tomas Alfredson (França/Reino Unido/Alemanha)

In the Fog, de Sergei Loznitsa (Alemanha/Russia/Letónia/Holanda/Bielorússia)

The Sleeping Voice, de Benito Zambrano (Espanha)

Naked Harbour, de Aku Louhimies (Finlandia)

The woman who brushed off her tears, de Teona Strugar Mitevska (Macedonia/Bélgica/Eslovenia/Alemanha)

Once Upon a Time There Lived a Simple Woman, de Andrey Smirnov (Russia)