“A Fábrica de Nada”, a primeira longa metragem de ficção de Pedro Pinho, estreia a 21 de setembro nas salas de cinema portuguesas. Produzido pela Terratreme, este filme recebeu, no Festival de Cannes 2017, o Prémio FIPRESCI, da Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica, e, no passado mês de Julho, foi considerado o Melhor Filme do Festival de Cinema de Munique.

“Os últimos anos que vivemos em Portugal e na Europa, trouxeram a impressão de vivermos um período de redefinição brutal da forma como nos acostumámos a olhar para o mundo. Em muitos momentos a ausência de perspectivas e de discursos válidos sobre o momento presente trouxeram-nos um sentimento de impotência. A FÁBRICA DE NADA pretende partir daí. A falência de uma Fábrica de elevadores (como tantas outras que fecham todos os meses nas periferias industriais de Lisboa) serve de microcosmos e parábola para explorar dramaticamente as texturas e consequências desse sentimento de impotência que atravessou a grande maioria das pessoas durante este período das nossas vidas.”

“Sob o signo da falência, as personagens tentam manter-se de pé e procurar os caminhos da reconfiguração da sua vida. Conduzidos por uma urgência e uma pulsão de vida qualquer que ainda lhes resta, ao verem colapsar o seu trabalho e todas as instituições que julgavam sólidas vêem-se empurrados a embarcar – com relutância e medo – numa experiência inesperada, numa aventura colectiva.”

Este é um filme coletivo assinado por Pedro Pinho, mas o filme de ficção foi construído em conjunto com Luísa Homem, Leonor Noivo, Tiago Hespanha, a partir de uma ideia de Jorge Silva Melo e da peça de teatro ‘A fábrica de nada’, de Judith Herzberg e por ele encenada.