Começa hoje a 39.ª Edição do Fantasporto 2019, que irá decorrer no Teatro Rivoli, no Porto, até 3 de março.

Sempre Novo, Sempre Diferente” é o lema do festival que, este ano, depois de uma rigorosa seleção, apresentará no Teatro Rivoli quase duas centenas de filmes. É este o resultado de uma vasta lista de propostas que chegaram às mãos dos organizadores do festival, provenientes de cerca de 60 países, sendo que algumas dessas obras serão apresentadas pela primeira vez.

Por tudo isto, pode dizer-se que, a nível internacional, o Fantasporto está totalmente implantado, com prestígio e respeito. E o que comprova isto mesmo é a importância que tem para o universo cinéfilo, com um número cada vez mais elevado de antestreias mundiais, internacionais e europeias.

Sob o tema desta 39.ª edição, “Os Desafios da Modernidade”, o festival promete todos os géneros, cores e gente de todo o mundo”.

A mais recente secção do Festival, o “Fantas Classics”, vai contar este ano com a exibição de obras marcantes na história do cinema. Easy Rider (Dennis Hopper, 1969) celebra o seu 50.º aniversário (19 de fevereiro, 21:00).

Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971) homenageia os 20 anos da morte do mítico realizador norte-americano. O filme retrata um gangue de jovens que lança o pânico na população através de uma dose de ultraviolência (21 de fevereiro, 21:00). Dentro da mesma celebração, teremos também a exibição de The Shining”, o clássico de terror de 1980 (20 de fevereiro, 21:00).

Para completar a lista dos clássicos, será exibido Alien: O 8.º Passageiro (1979), de Ridley Scott, que comemora 40 anos de existência, tendo vencido o Óscar de Melhores Efeitos Visuais em 1980.

No que toca ao tema principal desta edição, “Os Desafios da Modernidade”, os filmes mais relevantes são:The Panama Papers”, de Alex Winter, sobre o poder dos média e o jornalismo de investigação que se encontrava na restrita lista dos potenciais candidatos aos Óscares (24 de fevereiro, 21:00);Human, Space, Time and Human”, de Kim Ki-Duk, aborda a desumanização nas sociedades mais avançadas (23 de fevereiro, 21:00); Monstrum, de Jong-Ho Huh fala sobre os jogos de poder e corrupção (25 de fevereiro, 23:00);The Russian Bride”, de Michael S. Ojeda, filme de encerramento, retrata a influência e os perigos da Internet (2 de março, 21:00); The Last Sunrise”, de Wen Ren, é sobre o ambiente e as catástrofes naturais (28 de fevereiro, 21:15); X-The eXploited”, de Károly Ujj Mészáros, aborda a saúde mental (26 de fevereiro, 17:15); School Service”, de Louie Lagdameo Ignacio, fala sobre a desumanização e a exploração da infância (26 de fevereiro, 21:00); “Nancy”, de Christina Choe, é sobre a adopção/fragmentação da família (28 de fevereiro, 21:00); e aindaDecision: Liquidation”, de Alexander Aravin, dá-nos uma visão sobre a luta contra o radicalismo (25 de fevereiro, 23:15).

No Pequeno Auditório do Teatro Rivoli, para além das restrospetivas dedicadas ao cinema de Taiwan e ao novo cinema húngaro, o destaque vai para o cinema português.

É de notar a crescente participação das universidades e escolas de cinema portuguesas. Este ano, o festival abre portas a filmes de dez entidades com cursos de cinema, como as Universidades do Minho, Católica, UTAD, escolas superiores, como a ESMAD, a ESAP e a ETIC, com realce ainda para as que entram pela primeira vez, como a Universidade da Beira Interior, a Universidade da Madeira e o Instituto Português de Fotografia. Também o Prémio de Cinema Português – Melhor Filme bate recordes com 12 filmes selecionados, num total de 57 filmes portugueses a serem apresentados a concurso.

No que diz respeito a retrospetivas, são elas “Taiwan – The Changing Face of Femininity In 60’s Taiwan”, sobre o empoderamento da mulher, com a apresentação de clássicos em cópias restauradas, numa parceria com o Taiwan Film Institute; entre eles três filmes do realizador Lin Tuan-Chiu. A outra retrospetiva chama-se “Hungria – The New Generation”, que conta com filmes recentes dessa cinematografia, todas inéditas em Portugal. Aqui (e também em concurso), encontra-se, por exemplo, o último filme do vencedor do Fantasporto de 2015, Karóly Mészáros, e o filme Liza – The Fox Fairy, ou a última longa-metragem de Gyorgy Pálfi, responsável do sucesso que foi Taxidermia (2006). Ambos os realizadores estarão no Porto para apresentar os seus filmes.

O Fantasporto 2019 traz-nos outros filmes imperdíveis, que facilmente poderão descobrir-se numa programação recheada de obras premiadas em festivais de referência como Cannes ou Veneza.