“Resistência” foi a palavra de ordem repetida ontem nos discursos da noite de encerramento do Festival do Rio 2018. 

“Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos” (2018), de Renée Nader Messora e João Salaviza, venceu o prémio de Melhor Realização de Ficção, assim como o de Melhor Direção de Fotografia (Renée Nader Messora). “Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos” é o resultado de dois anos de vida e contacto, em família, com os krahô, povo indígena do Brasil, numa das suas aldeias no estado de Tocantins, terra árida a quase mil quilómetros de Brasília.

“Tinta Bruta”, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, venceu os prémios de Melhor Longa de Ficção, Melhor Ator, Melhor Ator Secundário e Melhor Argumento. “Torre das Donzelas”, de Susanna Lira, venceu o de Melhor Longa de Documentário.

Vencedores
Melhor Longa-metragem de Ficção
Tinta Bruta, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
Melhor Longa-metragem de Documentário
Torre das Donzelas, de Susanna Lira
Melhor Curta-metragem
O Órfão, de Carolina Markowicz
Menção Honrosa
Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro
Melhor Realização de Ficção
João Salaviza e Renée Nader Messora, por Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos
Melhor Realização de Documentário
Susanna Lira, por Torre das Donzelas
Menção Honrosa
Daniel Gonçalves, por Meu Nome é Daniel
Melhor Atriz
Itala Nandi, por Domingo
Melhor Ator
Shico Menegat, por Tinta Bruta
Valmir do Côco, por Azougue Nazaré
Melhor Atriz Secundária
Eliane Giardini, por Deslembro
Melhor Ator Secundário
Bruno Fernandes, por Tinta Bruta
Melhor Fotografia
Renée Nader Messora, por Chuva é Cantoria na Terra dos Mortos
Melhor Montagem
André Sampaio, por Azougue Nazaré
Melhor Argumento
Filipe Matzembacher, Marcio Reolon por Tinta Bruta
Prémio Especial do Júri
Azougue Nazaré, de Tiago Melo

Novos Rumos

Melhor Filme
Ilha, de Ary Rosa e Glenda Nicácio
Melhor Curta
Lembra, de Leonardo Martinelli
Prémio Especial do Júri
Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diogenes
Menção Honrosa
Mormaço, de Marina Meliande
Eduarda Fernandes pela atuação (Luna, de Cris Azzi)
Alexandre Amador pela atuação (Vigia, de João Victor Borges)
Verónica Valenttino pela atuação (Jéssika, de Galba Gogóia)

Prémio do Público

Melhor Longa de Ficção
Deslembro, de Flavia Castro
Melhor Longa de Documentário
Torre das Donzelas, de Susanna Lira
Melhor Curta
Você não me conhece, de Rodrigo Séllos

Prémio da Crítica FIPRESCI
Deslembro, de Flavia Castro

Prémio FELIX
Melhor Longa de Ficção
Sócrates, de Alex Moratto
Melhor Longa de Documentário
Obscuro Barroco, de Evangelia Kranioti
Prémio Especial do Júri
Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diogenes
Prémio Mostra Geração
Shade – Entre bruxas e heróis, de Rasko Miljkovic