Vêm aí a 6.ª edição do Festival Olhares do Mediterrâneo – Cinema no Feminino, que se realiza no Cinema São Jorge, em Lisboa, de 30 de outubro a 3 de novembro, com mais de 40 filmes inéditos em Portugal e três estreias internacionais que integram a programação.

Com obras provenientes de 30 países, entre os quais Portugal, na edição de 2019 sobressaem, pelo número, os filmes de países de língua árabe. Do documentário (“Family in Exile”, “Like the Sun”, “Nar”, “Tahiti”) à ficção (“Lollipop”, “Eyebrows”), estas obras, todas inéditas em Portugal, percorrem géneros tão distintos como o drama (“Black Mamba”), o humor (“Into Reverse”, “Flouty Express”) ou a ficção científica (“Overcast”).

O Olhares do Mediterrâneo mantém a matriz de promover a exibição de filmes em cujas equipas artísticas se destacam mulheres oriundas do Mediterrâneo, ou que trabalhem em países mediterrânicos, e a sua programação apresenta uma maioria de obras inéditas em Portugal.

Em estreia internacional nesta 6.ª edição estão “Nar”, de Meriem Achour-Bouakkaz, uma co-produção argelina e canadiana; o libanês “Overcast”, de Vanessa Chawi e “During Roland Garros”, de Snježana Tribuson (Croácia).

A sessão de abertura, no dia 31 de outubro, será a estreia de “Paradise Without People”, da italiana Francesca Trianni, com a presença da realizadora e da montadora Loulwa Khoury. Primeira longa-metragem documental da vídeo-jornalista da revista internacional TIME, o filme acompanha duas mulheres oriundas da Síria que dão à luz no mesmo hospital grego, no auge da crise europeia dos refugiados, e a sua vida nos anos seguintes, através da maternidade, casamento e luta para procurar asilo.

A 3 de novembro, “Freedom Fields”, da líbia-britânica Naziha Arebi, encerra a edição de 2019 de Olhares do Mediterrâneo. Filmado ao longo de cinco anos, “Freedom Fields” segue três mulheres e a sua equipa de futebol na Líbia pós-revolução, enquanto o país mergulha na guerra civil e as esperanças utópicas da Primavera Árabe começam a esvair-se.

A exposição fotográfica “Finding Home”, apresenta fotografias de Lynsey Addario e, tal como o filme de abertura, surge na sequência de um projecto multimédia vencedor do 1.º prémio na categoria Innovative Storytelling da World Press Photo 2018. Este projecto resultou da colaboração entre Lynsey Adario, Francesca Trianni e Loulwa Khoury e as três autoras marcam presença nesta edição do festival, onde a realizadora de “Paradise Without People” realiza uma masterclass sobre digital storytelling.

A programação paralela desta 6.ª edição integra ainda três mesas-redondas: “O Trabalho Colectivo em Documentário”, a partir do filme “Um Ramadão em Lisboa” (Portugal); “A Criminalização da Acção Humanitária no Mediterrâneo”, em colaboração com a Associação HuBB – Humans Before Borders; e “Seduções de Sexualidades”, um debate a partir dos filmes “Camel Toe” (Portugal), “Non è Amore Questo” (Itália) e “Seduction LTD” (Israel).

É ainda possível participar em várias conversas, workshops de cinema e teatro para adultos e crianças, assistir a concertos com os grupos Uxu Kalhus e B’rbicacho, entre outras iniciativas.

Fonte: Olhares do Mediterrâneo