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Já se encontra disponível para consulta a publicação “Cinema | Audiovisual de Portugal 2018”, uma edição do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), que inclui um catálogo de filmes produzidos com o apoio do ICA. É também um caderno de estatística, com dados provisórios sobre o mercado cinematográfico português do ano de 2017 e, ainda, um caderno de contactos de entidades do setor do cinema e do audiovisual.

A publicação dá a conhecer perto de 80 obras (ficção, documentário e animação) cinematográficas e audiovisuais portuguesas apoiadas pelo ICA e produzidas em 2017. São cerca de 18 curtas-metragens de ficção, 10 curtas-metragens de animação, 14 longas-metragens de documentário e 30 longas-metragens de ficção.

O capítulo “Próximas Obras” dá a conhecer os filmes que vão ser produzidos durante este e o próximo ano, como por exemplo as seguintes longas de ficção: “Amadeu” de Vincente Alves do Ó, “Amanhã Será Outro Dia” de Pedro Pinho, “Campo de Sangue” de João Mário Grilo, “O Fim da Terra” de João Salaviza, “Os Sertões” de Miguel Gomes, “Patrick” de Gonçalo Waddington, “Verdes Campos” de Gonçalo Galvão Teles e “A Vida Fantástica de Sofia” de José Alberto Pinheiro. Nos documentários encontram-se os futuros projectos de João Canijo com “Minho”, de Salomé Lamas com “Fatamorgana”, de Cláudia Varejão com “Amor Fati”, de Manuel Mozos com “Atrás dessas paredes”, de João Salaviza com “Chuva é cantoria na aldeia dos mortos” e a primeira longa-metragem de animação de José Miguel Ribeiro, “Nayola”.

No capítulo “Dados Estatísticos” são confirmados os números já divulgados em janeiro pelo ICA. Em 2017 registaram-se 15 580 801 espectadores nas salas de cinema, gerando uma receita bruta total de 81 586 620,70€. Foram produzidas 77 obras cinematográficas nacionais com o apoio financeiro do ICA, e estrearam 375 longas-metragens.

Destacamos algumas das longas de ficção com estreia prevista para 2018:

Caminhos Magnéticos, de Edgar Pêra
Produção:
Bando à Parte
Sinopse:
Raymond Vachs (Dominique Pinon), 60 anos, parisiense, veio para Portugal com o 25 de Abril, apaixonou-se e ficou por Lisboa, onde vive desde então. Durante o casamento da filha de 21 anos, Catarina (Alba Baptista), com Damião Vaz (Paulo Pires), um cinquentão rico e corrupto, Raymond martiriza-se por se ter calado e consentido o casamento, achando que era preferível a segurança financeira à incerteza num regime capitalista autoritário, ’democraticamente eleito’. Durante uma noite de humilhações, Raymond vive uma revolta interior e uma viagem caleidoscópica, num país em vias de desmoronar. É também o desmoronar das suas convicções. Porque, como lhe lembra o seu amigo, o místico revolucionário André Leviatã (Ney Matogrosso), ‘o dinheiro não é tudo‘.

Hotel Império, de Ivo M. Ferreira
Produção: O Som e a Fúria
Sinopse: A casa de Maria sempre foi o Hotel Império situado nos bairros tradicionais de Macau. Mas é cada vez mais difícil para ela e o pai mantê-lo a funcionar. Chu acaba de chegar a Macau, que deixou com a mãe há 20 anos, em busca de vingança. Vem recuperar a herança: metade do Hotel Império. No Casino onde canta fado, Maria conhece Chu e sentem uma atração imediata. Mas Maria começa a trabalhar como acompanhante e, para a impedir, Chu terá de lhe revelar a sua identidade.

Parque Mayer, de António-Pedro Vasconcelos
Produção: MGN Filmes
Sinopse: Lisboa, 1933. Num teatro do Parque Mayer, durante os ensaios para uma nova revista, há de tudo: amores não correspondidos, pequenos dramas pessoais e uma constante luta contra a censura e a hábil tentativa de a contornar. Mas, acima de tudo, o Parque Mayer esconde segredos, terríveis segredos com a capacidade de destruir vidas no tempo em que o Estado Novo começa a apertar o seu cerco e a liberdade está cada vez limitada. Portugal inteiro está no “Parque Mayer”, onde a resistência à opressão será feita com um quadro de revista numa sala que responde com uma ovação de pé.

Pedro e Inês, de António Ferreira
Produção: Persona Non Grata Pictures
Sinopse: “Pedro e Inês” conta a mais gloriosa história de amor portuguesa que aconteceu originalmente na idade média, mas ao longo de três épocas distintas: no passado, nos dias de hoje e num futuro distópico, onde Pedro e Inês sempre se encontram, se apaixonam e se perdem. É uma adaptação do romance “A Trança de Inês”, de Rosa Lobato Faria.

A Portuguesa, de Rita Azevedo Gomes
Produção: Basilisco Filmes
Sinopse: Uma adaptação de “Die Portugiesin”, de Robert Musil. Os von Ketten (Delle Catene como são conhecidos no Norte de Itália), disputam as forças do Episcopado de Trento. Von Ketten casa num um país distante: Portugal. Durante o ano de viagem de regresso, nasce o primeiro filho. Mal chega a casa, Ketten parte para a guerra. A Portuguesa recusa-se a voltar para o seu país. Onze anos decorrem… Correm rumores acerca da ‘estrangeira’, dizem-na uma herege… Até que um dia o Bispo de Trento morre e a assinatura da paz põe fim a uma luta de várias gerações. A Portuguesa vê regressar a casa um ser indefeso, febril, enfraquecido. Neste fim aparente, é a Portuguesa que vence onde a morte parecia querer entrar…

Raiva, de Sérgio Tréffaut
Produção: Faux
Sinopse: Alentejo, 1950. Nos campos desertos do Sul, as famílias ricas controlam a propriedade da terra e mantêm a ordem com o apoio da Guarda e da Igreja. As famílias pobres vivem atormentadas por dívidas e pela fome. Resta-lhes apenas o contrabando, a organização clandestina e a raiva. Adaptação do romance “Seara de Vento” de Manuel da Fonseca, “Raiva” é um conto sombrio sobre o abuso e a revolta.

Ruth – A Pérola do Índico, de António Pinhão Botelho
Produção: Leopardo Filmes
Sinopse: “Ruth” é um filme sobre a sociedade portuguesa metropolitana e ultramarina no início da década de 60, à boleia da história de um jovem futebolista moçambicano chamado Eusébio, atleta predestinado do Sporting Clube de Lourenço Marques, que se vê cobiçado e contratado pelo clube rival, o Benfica. Chantagem, tentativas de rapto, envolvimento de ministros, delírio nos jornais e promessas milionárias fazem da história da transferência do futebolista – um miúdo que nunca ninguém vira jogar – uma saga desenrolada em dois continentes. Termina quando a lenda começa: com a estreia de Eusébio na Luz.

Vitalina, de Pedro Costa
Produção: OPTEC
Sinopse: Vitalina Varela, cabo-verdiana, 55 anos, chega a Portugal três dias depois do funeral do marido. Há mais de 25 anos que Vitalina estava à espera do seu bilhete de avião.