A pandemia global causada pelo Covid-19 gerou uma crise económica, pondo em risco vários setores. Na China, mais de 5000 companhias de cinema e televisão viram-se obrigadas a cancelar os seus registos comerciais.

O cinema é um dos setores mais afetados. Com os cinemas fechados desde janeiro, houve um aumento das despesas e receitas pobres, o que prova o impacto negativo do coronavírus na indústria cinematográfica chinesa.

O China’s Economic Daily estima que 5328 filmes e companhias de televisão foram suspensos em 2020. A bilheteira nacional está a zeros, com um grande número de filmagens interrompidas e pré e pós-produções adiadas indefinidamente. Acredita-se que a solução será o serviço streaming, de forma a combater e garantir que a indústria continue em funcionamento e acessível ao espectador e, ainda, permitir uma restruturação nos métodos de produção.

Prevê-se que as grandes companhias e produtoras serão menos afetadas e as que estão, de facto, em risco são as produtoras menores e independentes. Cinemas mais pequenos poderão ver as suas portas fechadas e trabalhadores no desemprego. É uma incógnita quando poderão estas empresas voltar a abrir.

O peso da crise atual já se sente em força e o que virá posteriormente será, certamente, um desafio hercúleo para a indústria cinematográfica, que tanto depende das receitas de bilheteira.