Jardins Efémeros 2015_1

A 5ª edição dos Jardins Efémeros, o maior evento cultural de Viseu e um dos maiores do país, decorre de 3 a 12 de julho, no centro histórico da cidade, sob o mote “A Luz da Cidade”. “Não a Luz redentora, de verdade total e absoluta, mas a Luz que se reflecte nos momentos, breves ou longos, das realizações que se propõem. E, se é certo que esse reflexo pode ser mais óbvio no programa de manifestações de artes visuais, na sua tradução em desenho, pintura, fotografa, nos debates sobre arquitectura e urbanismo, ele não deixa de estar presente — melhor: não se dispensa — na luminosidade que se pretendeu imprimir na produção do elenco de ofertas que, durante 10 dias, pode ser fruído pelos viseenses; isto é, por quem cá nasceu, por quem cá efémera ou longamente vive, por quem visita a cidade.”.

Este é um evento multidisciplinar que contem no programa as seguintes áreas: Som, Artes Visuais, Oficinas, Arquitectura, Cinema, Conferências, Mercados, Teatro e Dança. São dez dias de arte e cultura, com instalações, performances, espetáculos, exposições, animação e muito mais, que permite a revitalização do centro histórico da cidade. Durante nove dias “Viseu é a cidade que mostra a Portugal o que de bom e diferente existe na produção cultural no Mundo”.

O programa completo foi divulgado esta segunda-feira, onde mais uma vez cinema não vai faltar. O ciclo de cinema “Imagem: Paradigma de Transparência e Opacidade”, a realizar-se ao ar livre na Praça D.Duarte, propõe (re)ver os filmes “Blow-Up” (1966) de Michelangelo Antonioni, “Blue” (1993) de Derek Jarman, “Café e Cigarros” (2004) de Jim Jarmusch, “La jetée” (1962) de Chris Marker, “N:O:T:H:I:N:G” (1968) de Paul Sharits e “Don’t Come Knocking” (2005) de Wim Wenders. O programa NARV DOC consiste em documentários variados sobre arquitectura, com especial enfoque para o tema da luz. “À volta do tema da arquitectura para todos, o NARV elaborou um programa de exposições, conferências, instalações e documentários que se irão desenvolver no Logradouro e no interior do antigo edifício do Orfeão, propiciando vivências nestes espaços”. O programa Mesa Redonda propõe, segundo a organização do evento, uma conversa aberta sobre esta ideia (“Imagem: paradigma de transparência e opacidade”), tendo como convidados António Pedro Pita, Rui Calçada Bastos e Susana Mendes Silva, com moderação de Isabel Nogueira.

Na área da música estão confirmados concertos em vários lugares da cidade de artistas internacionais como por exemplo, o pianista ucraniano Lubomyr Melnyk, a produtora Holly Herndon, Puce Mary, Quiltland, Caterina Barbieri, Eli Gras, HOMO e Jonathan Saldanha. No Palco construído especialmente para os Jardins Efémeros (da autoria de Pedro Tudela), no Adro da Sé, passam nomes como Pye Corner & Not Waving, TochaPestana, Tó Trips, Gala Drop, HHY & The Macumbas e Trans-Aeolion Transmission.

No campo das artes visuais, outra das fortes áreas deste evento cultural, são esperadas várias exposições e instalações, como por exemplo a Exposição Colectiva “moderno & medieval camuflado”, no Museu Nacional Grão Vasco, com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, que reúne artistas como Álvaro Lapa, Mário Cesariny, Pedro Cabrita Reis, Ângelo de Sousa, Helena Almeida, Miguel Leal e Susanne Themlitz.

“Todas as propostas são decorrentes de uma cuidada direcção artística, numa programação de carácter urbano, contemporânea e experimental e com os contributos continuados de vários criadores, investigadores, universidades, assistentes sociais, empresas e associações”, refere Sandra Oliveira, responsável pelos Jardins Efémeros. O objectivo, salienta, é o de que “essas relações estabelecidas em projectos específicos resultantes dos Jardins Efémeros possam ser um ensaio e início de realizações futuras autónomas”.

“Sempre a cidade…

Nunca esquecendo que, simbólica e cientificamente, a clara cor da luz — o branco — é resultado luminoso da junção todas as outras cores: diversas, diferentes, mestiças, plurais.

É habitual terminarem estes editoriais com uma citação poética a propósito. Mas isso não se fará este ano. Desta vez, propomos encontrar a poesia na própria luz da cidade, na transparência do seu quotidiano. Sempre a jardinar o prazer dos encontros, o gozo das práticas artísticas, o livre debate das ideias. Afinal … o exercício da cidadania.”. Texto de João Luís Oliva.

Programa Cinema

Imagem: Paradigma de Transparência e Opacidade | Praça D. Duarte | 22h

5 julho – Blow-Up, de Michelangelo Antonioni (1966)

6 julho – Blue, de Derek Jarman (1993)

7 julho – Coffee and Cigarettes, de Jim Jarmusch (2004)

8 julho – La jetée, de Chris Marker (1962) + N:O:T:H:I:N:G, de Paul Sharits (1968)

12 julho – Don’t Come Knocking, de Wim Wenders (2005)

 

Mesa Redonda / Conversa | Orfeão de Viseu | 17h

5 julho – Com António Pedro Pita, Rui Calçada Bastos, Susana Mendes Silva e João Silvério. Moderação de Isabel Nogueira.

 

NARV DOC | Logradouro do Orfeão no Largo S. Teotónio | 18h30/21h30

5 a 10 de julho – Documentários variados sobre arquitectura (NARV – Núcleo de Arquitectos da Região de Viseu)

 

Fonte: Jardins Efémeros