Depois de “Peregrinação” (2017), o cineasta João Botelho adapta ao cinema a obra literária “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, publicada em 1984, do escritor e Prémio Nobel da Literatura José Saramago.

Segundo o realizador a obra ganha uma nova urgência com o regresso atual dos populismos. Botelho já tinha adaptado ao cinema outras obras literárias de autores como Eça de Queirós, com “Os Maias: Cenas da Vida Romântica” (2014), Fernando Pessoa, com Filme do Desassossego” (2010) e Agustina Bessa-Luís, com “A Corte do Norte” (2008).

“O Ano da Morte de Ricardo Reis” é produzido pela produtora Ar de Filmes e conta com Chico Díaz (no papel de R. Reis), Victoria Guerra, Catarina Wallenstein, Dinarte Branco, Pedro Lacerda, entre outros no elenco. João Ribeiro, que trabalhou em filmes como “Cartas da Guerra” (2016), “Treblinka” (2016) e “Luz Obscura” (2017), assina a direcção de fotografia desta produção filmada a preto e branco.

Uma alegoria que tem como pano de fundo a afirmação do Estado Novo e o surgimento da extrema direita na Europa, e nesse sentido, disse: eu acho que, nos tempos que correm, estamos a viver umas épocas muito parecidas, muito estranhas, com o regresso dos populismos, nacionalismos, guerras religiosas em que parece que estamos na Idade Média e este texto é atual”.

“O Ano da Morte de Ricardo Reis” ainda não tem data de estreia oficial, mas deverá estrear nas salas de cinema portuguesas ainda este ano.