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Julho foi o melhor mês para os cinemas portugueses desde o início da pandemia

Mais de meio milhão de pessoas foram ao cinema em julho, tornando-o no melhor mês para os cinemas portugueses desde o início da pandemia.

Segundo os dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), foram ao cinema 588.492 espectadores no mês de julho de 2021, faturando uma receita bruta superior a três milhões de euros.

Desde fevereiro de 2020, com mais de 1 milhão de espectadores, que não ia tanta gente ao cinema. Em março desse ano, no início da pandemia em Portugal, venderam-se apenas cerca de 258 mil bilhetes.

Desde a reabertura das salas de cinema, a 18 de abril do corrente ano, que o número de espectadores em sala tem vindo a aumentar a bom ritmo. Em maio venderam-se mais de 321 mil bilhetes e em junho foram mais de 477 mil.

Assim, entre janeiro e julho de 2021 foram já ao cinema mais de um milhão de pessoas. Foram vendidos exactamente 1.4747.709 de bilhetes, o que representa ainda assim um decréscimo acentuado em comparação com 2020 (2.651.893 de espectadores). Ou seja, segundo o ICA há uma variação negativa de 44,4% face ao período homólogo do ano anterior.

No entanto, é de assinalar o crescimento do número de espectadores e da receita bruta desde o começo da pandemia. Estes números demonstram que pode ser possível terminar o ano corrente com melhores resultados do que os de 2020, que foi o pior ano para as salas de cinema portuguesas nos últimos 10 anos e certamente um dos piores que há memória.

Quanto aos filmes mais vistos em 2021 nas salas de cinema portuguesas, o filme mais visto é “Velocidade Furiosa 9”, registando mais de 309 mil espectadores. Seguem-se “Viúva Negra” (105.010 espectadores), “The Conjuring 3: A Obra do Diabo” (82.841 espectadores) e “Cruella” (76.948 espectadores).

No cinema nacional, o filme que ocupa o primeiro lugar do ranking de 2021, até ao dia 11 de agosto, é “Bem Bom”, visto por 64.870 espectadores. Seguem-se “Prazer, Camaradas!” com 2935 espectadores, “O Movimento das Coisas” com 1443 espectadores e “Visões do Império” com 1130 espectadores.

Quanto à produção de obras nacionais apoiadas pelo ICA, foram concluídas 20 longas-metragens (9 de ficção e 11 documentários) e 12 curtas-metragens (5 de ficção, 3 documentários e 4 animação), o que representa um decréscimo de 6% do número de obras face ao período homólogo do ano anterior.

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