Julie Adams, que ficou conhecida pelo seu papel no clássico de terror O Monstro da Lagoa Negra (1954), morreu este domingo, dia 3 de fevereiro, em Los Angeles. A sua morte foi anunciada no seu website oficial. A causa da sua morte não foi revelada à esfera pública.

Nascida a 17 de outubro de 1926, em Waterloo, Iowa, com o nome Betty May Adams, descobriu a sua vocação numa peça de teatro, no terceiro ano da escola primária. Aos 19 anos, mudou-se para a Califórnia e teve aulas de representação enquanto trabalhava como secretária. Em 1949, conseguiu o seu primeiro papel no filme Red Hot and Blue, da Paramount. Mudou o seu nome legalmente para Julie Adams, em meados dos anos 50, depois de ter assinado contrato com a Universal Pictures.  Contracenou com galãs da década dos anos 50 como Rock Hudson, em Coração Selvagem” (1952) e Glenn Ford, em Invasores (1953).

Bastante elogiada pelas suas pernas, Julie Adams encontrou o papel que marcou a sua carreira na representação – “O Monstro da Lagoa Negra”, que também marcou toda uma década de clássicos de terror, depois dos anos 1930 e 1940, com obras como Drácula, Frankenstein, A Múmia, O Homem Invisível, A Noiva de Frankenstein, O Lobisomem e O Fantasma da Ópera.

Adams apareceu em mais de 50 filmes e séries televisivas. Além de “O Monstro da Lagoa Negra”, em 1954, que a catapultou para o estrelato, esteve ao lado de Elvis Presley em O Trovador do Far-West, de 1965, trabalhou com Dennis Hopper em The Last Movie, de 1971, e também ao lado de Jimmy Stewart em Jornada de Heróis, em 1952.

Outros títulos incluem Francis Entre Mulheres (1954), A Guerra Privada do Major Benson (1955), O Aventureiro do Mississipi (1953), Luz nas Trevas (1951) e O Crime da 10.ª Avenida” (1957).

Na televisão, Adams apareceu em séries como “CSI: Nova Iorque, Alfred Hitchcock Apresenta, The Andy Griffith Show”, “Too Close for Comfort”,“General Hospital” “Febre em Beverly Hills, The Colgate Comedy Hour, Melrose Place e em “Crime, Disse Ela”, onde teve um papel regular.

A família de Julie Adams pede aos fãs e amigos que façam doações a organizações que visem a conservação do meio ambiente, como a The Nature Conservancy ou a World Wildlife Fund, que a atriz apoiava, em nome da sua memória.