“Lightyear”: Após beijo gay, longa é banido em países do Oriente Médio

 

É muito difícil manter uma franquia popular interessante de sequência a sequência, mas os filmes “Toy Story” fazem o melhor para manter as coisas o mais frescas e fascinantes possível. Os dois primeiros filmes exploram a estranha vida dos brinquedos sencientes.

“Toy Story 3” parece encerrar a história dos brinquedos de Andy de maneira satisfatória, antes que a bola curva que é “Toy Story 4” forneça uma grande ajuda na crise existencial, pois explora os conceitos mais elevados do estranho ciclo de vida dos brinquedos.

“Lightyear” leva as coisas ainda mais longe, evitando completamente os brinquedos. Em vez disso, o filme se concentra na história de origem do “real” Buzz Lightyear (dobrado por Chris Evans), cujas façanhas lendárias acabarão sendo imortalizadas como a estrela da figura de ação dos filmes “Toy Story” (dobrado durante 24 anos por Tim Allen).

É uma premissa bem divertida, e se o resto da franquia é alguma indicação, o filme deve mais do que entregar seu conceito. Infelizmente, os fãs que moram na Arábia Saudita não poderão ver do que se trata o burburinho em torno de “Lightyear”. Confira o porquê.

 

Sobre Lightyear:

Destacamos que o filme é baseado no Buzz Lightyear real e não tem ligação com a história do brinquedo apresentado na franquia de sucesso nas telonas. O personagem não é um boneco, mas um astronauta de verdade, e a trama é uma aventura sci-fi legítima, acompanhando uma missão espacial ao “infinito e além”, com clima épico e dramático reforçado pela escolha da música “Starman” em sua trilha sonora.

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A dublagem do icônico personagem ficou na voz de Chris Evans, o Capitão América do MCU, que substitui Tim Allen – Allen dublou Lightyear durante 24 anos. O elenco conta também com o vencedor do Óscar Taika WaititiKeke PalmerPeter SohnEfren RamirezDale Soules e os vencedores do Emmy James Brolin e Uzo Aduba.

A realização ficou por conta do premiado e já conhecido da PixarAngus Maclane (À Procura de Dory”), o argumento ficou nas mãos de Pete Docter (“Monstros e Companhia”) e Galyn Susman, que trabalhou em diversos curtas envolvendo o universo de Toy Story, produzirá o longa. Michael Giacchino, que compôs a trilha do filme The Batman, além de Homem-Aranha: Sem Volta a Casa, será responsável pela trilha sonora – Giacchino recebeu vários prémios, incluindo um Emmy Award, três Grammy Awards, um BAFTA, um Globo de Ouro e um Óscar.

 

O polémico beijo gay:

“Lightyear” faz história ao retratar o primeiro casal de lésbicas da Pixar na tela, Alisha Hawthorne (Uzo Aduba) e sua parceira. Izzy (Keke Palmer), também aparecerá no filme. Infelizmente, alguns países não estão particularmente satisfeitos com sua inclusão.

De acordo com a Variety, o fato de Alisha e sua parceira se beijarem no filme fez com que a Arábia Saudita banisse “Lightyear” completamente. Outros países como Kuwait, Malásia e Emirados Árabes Unidos optaram por fazer o mesmo.

O primeiro beijo do mesmo sexo na tela da Pixar é um marco notável na representação LGBTQIA+ da empresa. No entanto, já foi objeto de alguma controvérsia, visto que foi cortado do filme finalizado antes que os protestos da equipe da Pixar conseguissem restaurá-lo (via Variety).

Segundo o veículo, a Pixar nem mesmo submeteu o filme aos censores da Arábia Saudita, sabendo que ele não seria aprovado sem cortes. Já nos Emirados, “Lightyear” foi originalmente liberado para exibição, mas o governo voltou atrás na decisão após protestos de grupos religiosos nas redes sociais.

A Arábia Saudita baniu filmes como “Eternos”, “West Side Story” e “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” devido à sua representação LGBTQ, então a postura do país não é exatamente uma ocasião sem precedentes.

Por fim, para os fãs da Pixar que moram na área e esperavam ver “Lightyear” nos cinemas, a notícia é sem dúvida decepcionante.

Recorde detalhes do segundo trailer

 

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