MICAR 2021: 8.ª Edição da Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista

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Nos dias 8, 9 e 10 de Outubro de 2021 realiza-se a 8.ª edição da MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti-racista, no Teatro Municipal do Porto – Rivoli. Organizada pelo SOs Racismo, anualmente e desde 20214, esta mostra leva à tela cinema essencial para pensar o racismo e a discriminação, e o seu combate, e traz ao palco vozes nacionais e internacionais para o discutir. Para além dos filmes e debates, há ainda espaço para uma exposição – Ativismos Visuais: Exposição colaborativa para uma intervenção Anti-Racista – e para uma publicação – Caderno MICAR: Contributos para a 8ª Edição da Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista, que inclui textos e ensaios visuais de autores, como Luísa Semedo, Mário Moura, Filipa César e Joana Estrela, entre muitas e muitos outros.

Destaques:

No dia 9 de outubro de 2021, às 21h30, será apresentado o filme AmarElo – É tudo pra ontem (2020) de Emicida, dirigido por Fred Ouro Preto. Emicida estará presente na sessão e participará de um debate no final.

A sessão de abertura, dia 8 de outubro de 2021, às 21h30, apresentará o filme White Riot (2019) de Rubika Shah e incluirá debate com a presença de David Pontes (diretor-adjunto do jornal Público) e Paula Guerra (docente e investigadora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

Este ano haverá sete sessões entre a noite de sexta e a noite de domingo. Os bilhetes poderão ser levantados gratuitamente nas bilheteiras do Rivoli no dia das sessões, ou reservados online; os bilhetes reservados online terão de ser levantados até 60 minutos antes do início das sessões.

Incluindo filmes de proveniências e temáticas diversas, em 2021 a MICAR procura projectar as vozes e visibilizar os corpos e as lutas cuja memória tem sido mantida nas margens. Ao longo dos três dias da mostra, irão explorar o lugar das mulheres, dos e das jovens e da arte na transformação social. Com elas/es e através delas/es, e com todos e todas os/as presentes, procuraremos não só afirmar o direito à memória passada, mas especialmente reivindicar o direito ao futuro!

Olhando para o programa da mostra, recuperam-se e constroem-se memórias de figuras importantes, como a activista política e feminista negra Audre Lorde (Audre Lorde – os anos de Berlim 1984-1992 (2012) de Dagmar Schultz), a poeta Romani Bronisława Wajs (Papuzsa (2013) de Joanna Kos-Krauze e Krzysztof Krauze) ou o pensador negro Édouard Glissant (Edouard Glissant: One World in Relation (2010) de Manthia Diawara), e afirmamos o papel das artes na transformação social e no combate anti-racista, presente em vários filmes. Para além dos já destacados White Riot (2019) de Rubika Shah e AmarElo – É tudo pra ontem (2020) de Emicida, dirigido por Fred Ouro Preto, haverá ainda lugar à apresentação do filme Chelas Nha Kau (2020) de Bagabaga e Bataclan 1950 (com presença deste coletivo no debate após o filme). Ainda assinalando os 30 anos do SOS Racismo (que se completaram em 2020), será exibido o documentário Olhares sobre o Racismo de Bruno Moraes Cabral, Eddie Pipocas e Dércio Tomás Ferreira coproduzido pelo SOS Racismo e pela Bantumen.

programação completa dos filmes e debates pode ser encontrada aqui.

 

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