Morreu Christopher Plummer, aos 91 anos

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Morreu o lendário ator canadiano Christopher Plummer, aos 91 anos, o eterno Captain Von Trapp em “Música no Coração” (1965), que contracenou ao lado de Julie Andrews.

A notícia foi avançada pela Deadline, que diz que Christopher Plummer faleceu pacificamente na sua casa em Connecticut, ao lado de Elaine Taylor, a sua esposa à 53 anos.

Lou Pitt, seu amigo de longa data disse: “Chris era um homem extraordinário que amava profundamente e respeitava a sua profissão com grandes maneiras antiquadas, humor autodepreciativo e música de palavras. Ele era um Tesouro Nacional que apreciava profundamente as suas raízes canadianas. Por meio da sua arte e humanidade, ele tocou todos os nossos corações e a sua vida lendária durará por todas as gerações vindouras. Ele estará para sempre connosco.”

Nascido em 1929 em Toronto, Plummer iniciou a sua carreira na década de 1950, tendo trabalhado em teatro, cinema e televisão por mais de 70 anos. Depois de alguns anos a fazer televisão, estreou-se no cinema em 1958, com dois filmes, um de Sidney Lumet, “Lágrimas da Ribalta”, e outro de Nicholas Ray, “A Floresta Interdita”.

É na década de 1960 que Plummer dá o salto para a ribalta ao participar em grandes produções de Hollywood, como “A Queda do Império Romano” (1964), de Anthony Mann, “Música no Coração” (1965), de Robert Wise, “A Noite dos Generais” (1967), de Anatole Litvak, “A Batalha de Inglaterra” (1969), de Guy Hamilton, e “Real caçada ao Sol” (1969), de Irving Lerner. De todos estes filmes é sem dúvida por “Música no Coração” que é mais conhecido, um musical, clássico do cinema, que conquistou 5 Óscares. É no papel de Captain Von Trapp, ao lado de Maria (interpretada por Julie Andrews), que Plummer consegue um dos seus melhores desempenhos.

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Plummer ao lado de Julie Andrews em “Música no Coração” (1965)

Mas Plummer foi muito mais do que isso e deu vida a muitas personagens. Foi também Duque de Wellington no filme “Waterloo” (1970), foi Sherlock Holmes em “Processo Arquivado por Ordem Real” (1979), foi Aristóteles em “Alexandre, o Grande” (2004), foi Charles Muntz em “Up – Altamente” (2009), foi Leo Tolstoi em “A Última Estação” (2012) e foi J. Paul Getty em “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017).

Destacam-se ainda filmes como: “O Regresso da Pantera Cor-de-Rosa” (1975), “O Duelo das Águias” (1976), “O Homem Que Matou o Passado” (1977), “Amigo Desconhecido” (1978), “Algures no tempo” (1980), “Os Olhos da Testemunha” (1981), “Malcolm X” (1992), “Lobo” (1994), “12 Macacos” (1995) ou “O Informador” (1999). E mais recentemente em filmes como “Millennium 1: Os Homens Que Odeiam as Mulheres” (2011), “O Número” (2015) ou “Knives Out: Todos São Suspeitos” (2019). A sua última participação foi em “Verdade Debaixo de Fogo” (2019).

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Plummer e Ewan McGregor em “Assim é o Amor” (2010)

Nomeado 3 vezes para o Óscar de Melhor Ator Secundário, venceu apenas um, por “Assim é o Amor” (2010), pela interpretação de Hal, que após ficar viúvo assume ao seu filho que é homossexual e que se encontra num estado avançado de uma doença terminal. Torno-se assim o ator mais velho de sempre a receber um Óscar, com 82 anos. Aos 88 anos recebeu uma nomeação pelo filme “Todo o Dinheiro do Mundo”.