Morreu no passado dia 13 de maio a atriz e cantora norte-americana Doris Day, conhecida pela sua participação em filmes como “Paris em Abril” (1952), “O Homem Que Sabia Demais” (1956), “Conversa de travesseiro” (1959) e pela versão da música Whatever will be, will we (Que sera, sera)”, que se tornou no seu maior êxito. Doris faleceu aos 97 anos na sua casa em Carmel Valley, na Califórnia, vítima de uma pneumonia.

Nascida em Cincinnatti, nos Estados Unidos, em 1922, Doris Mary Kappelhoff participou em mais de 40 filmes e séries de televisão, ao longo de quase quatro décadas. Iniciou a sua carreira na música, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, tornando-se numa das mais aclamadas cantoras do século XX, tendo gravado mais de 650 músicas entre 1947 a 1967.  Em 1950 o tema “Tea for Two” (“Chá para Dois”) tornou-se também num dos seus maiores êxitos.

Doris Day aliou à música o talento de representar. Estreou-se no cinema em 1948 na comédia e musical “Romance no Alto Mar”, de Michael Curtiz e Busby Berkeley. No início como atriz secundária, rapidamente começou a protagonizar, em filmes como “Baile da Primavera” (1951), de Roy Del Ruth, “Diabruras de Jane” (1953), de David Butler, “Uma Garota Endiabrada” (1954), de Jack Donohue, e “O Homem Que Sabia Demais” (1956), de Alfred Hitchcock, filme pelo qual Doris Day é sobretudo ainda hoje lembrada no cinema. O filme venceu o Óscar de Melhor Canção Original (Whatever will be, will we (Que sera, sera)”), um dos maiores sucessos da sua carreira.

Seguiram-se filmes como “Conversa de travesseiro” (1959), de Michael Gordon, “Por Favor Não Comam os Malmequeres” (1960), de Charles Walters, “A Mais Linda Rapariga do Mundo” (1962), de Charles Walters, “Pijama Para Dois” (1961), de Delbert Mann, “Afasta-te, Querida” (1963), de Michael Gordon.

James Stewart, James Garner, Clark Gable, Richard Harris e Rock Hudson são alguns dos atores com quem trabalhou.

Em 1978, criou a Doris Day Animal Foundation que tinha como objectivo defender os direitos dos animais, tendo dirigido durante várias décadas.

A sua doce voz é inconfundível, assim como o seu sorriso que marcou um período da era de ouro de Hollywood. Agora o que será, será…

Whatever will be, will be
The future’s not ours to see
Que será, será
What will be, will be