Segundo avança a Academia Portuguesa de Cinema e o jornal Expresso, morreu hoje, aos 82 anos de idade, José Fonseca e Costa. O cineasta português faleceu esta manhã no Hospital de Santa Maria, vítima de uma pneumonia, em consequência de uma pré-leucemia.

Nascido em 1933, em Angola, foi um cineclubista de crítica e ensaio, tendo começado a trabalhar no cinema como assistente de realização e dedicou-se também a publicidade. Foi sócio-fundador do Centro Português de Cinema, e um dos pioneiros do movimento do Novo Cinema em Portugal, com o filme “O Recado” (1972), que foi a sua primeira longa-metragem de ficção, um dos primeiros filmes produzidos pelo Centro Português de Cinema. José Fonseca e Costa foi ainda dirigente da Associação de Realizadores de Cinema e Audiovisuais e presidente do Conselho de Administração da Tobis Portuguesa.

Da sua obra destacam-se filmes como “Os Demónios de Alcácer Quibir” (1977), “Cinco Dias, Cinco Noites” (1996) (venceu um Globo de Ouro SIC para Melhor Filme), “Balada da Praia dos Cães” (1985), “A Mulher do Próximo” (1988), “O Fascínio” (2003). Mas foi “Kilas, o Mau da Fita” (1981) o seu filme mais conhecido, chegando mesmo a ser um dos maiores êxitos de bilheteira da história do cinema português.

A Academia Portuguesa de Cinema, de quem era membro honorário, deixou o seguinte comunicado: “A Academia Portuguesa de Cinema lamenta profundamente o desaparecimento de um dos Maiores do Cinema Português. Membro honorário desta Academia, Prémio Sophia de Carreira, José Fonseca e Costa deixa por terminar o seu último filme, “Axilas”, que marcou o seu regresso à realização ao fim de dez anos de ausência. Mas deixa também alguns dos mais notáveis filmes portugueses dos últimos quarenta anos.”.

Excerto de “Cinco Dias, Cinco Noites” (1996):