Morreu no passado domingo o cineasta Don Lusk, um dos principais responsáveis pelo departamento de animação da Disney nas décadas de ouro da empresa (1930, 1940, e 1950), aos 105 anos.

Lusk entrou na The Walt Disney Company em 1933 e contribuiu para filmes de grande importância na história do cinema de animação, como “Bambi” (1942), “Pinóquio” (1940), “Fantasia” (1940), “Alice no País das Maravilhas” (1951), “As Aventuras de Peter Pan” (1953), entre muitos outros.

Das cenas mais conhecidas do artista encontram-se a “dança árabe”, ou a “dança dos sete véus”, durante uma das sequências de “Fantasia”. Diz-se que os esboços empilhados dos peixes que entravam na dança, estendiam-se do chão ao teto.

O cineasta já havia trabalhado com Eric Larson, director de animação, para dar vida ao peixe Cleo no filme “Pinóquio”, cujos movimentos são incrivelmente realistas, ou a cena em que Geppetto segura Figaro pela nuca. Nestas e noutras cenas fica patente a evolução da imagem de animação em movimento.

Don Lusk trabalhou nas antologias animadas produzidas pela Disney no final dos anos 1940, umas mais conhecidas do que outras, que incluem “O Vento nos Salgueiros” de “As Aventuras de Ichabod e o Sr. Sapo”. No filme “Tempo de Melodia” (1948), o artista contribuiu para as sequências “Once Upon a Wintertime”, “Árvores” e “The Legend of Johnny Appleseed”.

Depois de deixar a Disney em 1960, o veterano continuou a trabalhar como freelancer até ao fim da década, trabalhando em vários episódios de “Charlie Brown”, onde começou com “Um Menino Chamado Charlie Brown” (1969), e continuou ao longo da década de 1970 com “É o Easter Beagle, Charlie Brown!” (1974) e “Be My Valentine, Charlie Brown” (1975).

O norte-americano chegou ainda a realizar episódios de séries como “Os Filhos dos Flintstones”, “Wildfire”, “Os Estrumpfes”, “A Pup Named Scooby-Doo” e “The Addams Family”.

Don Lusk morreu na sua casa em San Clemente, na Califórnia.