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Foi anunciado no inicio deste mês o programa comemorativo dos 60 anos do Cine Clube de Viseu (CCV), que irá contar com diversas iniciativas, como ciclos de ex-directores, IndieLisboa, e Mervyn Heard, que vão começar este mês e só terminam a 16 de dezembro, dia em que a associação celebra o seu aniversário. O CCV é hoje um dos  cineclubes mais ativos do país, oferecendo sempre uma excelente programação aos viseenses. “Cinema para as Escolas” e “Cinema na Cidade” são as duas grandes iniciativas que o cineclube desenvolve todos os anos, tentando formar novos públicos, discutindo e reflectindo o próprio cinema.

“Cruzando diferentes coordenadas artísticas, o programa traduz o papel diferenciador do Cine Clubeno panorama cultural da região. Cinema, música, pintura, pensamento, conferências, serão propostos em 2015, começando, já em Fevereiro, por um ciclo de filmes escolhidos e apresentados por antigos directores e presidentes do Cine Clube de Viseu.”

“No último trimestre do ano, outra das novidades absolutas para 2015: exposição individual de Luís Troufa, em que toda a pintura será desafiada pelo universo pictórico e temático do realizador russo Andrei Tarkovski. Dezembro, mês do aniversário do Cine Clube de Viseu, tem comemoração marcada para o Teatro Viriato, com a estreia de um filme musicado ao vivo.”

“Este é um programa em preparação há vários meses, possível pela colaboração dos nossos associados, instituições parceiras, e um conjunto de criadores e realizadores que contribuem para um momento particularmente feliz na história do Cine Clube de Viseu. É a nossa forma de dar continuidade à programação regular, ao dispôr do público em geral ou em contextos educativos, que é desenvolvida pelo Cine Clube ao longo das últimas décadas.”

Do programa destaca-se o ciclo de ex-directores do CCV, um pequeno ciclo com filmes escolhidos por diretores de várias fases da vida do CCV. Esse ciclo começa precisamente hoje com a projecção de “Vermelho” (1994), do cineasta polaco Krzysztof Kieslowski, uma escolha de Joaquim Alexandre Rodrigues; o “Ciclo de Cinema – Direitos Humanos”, a decorrer em abril numa programação em que se assinalam os direitos humanos. Desse ciclo destaque para a estreia de “O Sal da Terra”, realizado por Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado, sobre o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado; Em maio haverá uma extensão do IndieLisboa, com sessões organizadas no contexto das secções do Festival: IndieJúnior, Herói Independente, IndieMusic; entre 10 e 15 de outubro realiza-se o Espectáculo de Lanterna Mágica, com Mervyn Heard, um dos poucos lanternistas da atualidade, que vem diretamente de Londres.

Ao longo do ano o CCV promete uma série de eventos em parceria com várias entidades: o Teatro Viriato, a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, o IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema, o Museu Grão Vasco, a EAPN – rede europeia anti-pobreza e a Ordem dos Advogados – delegação de Viseu

em parceria com várias entidades locais e nacionais como a Cinemateca Portuguesa, o Museu Grão Vasco, o Teatro Viriato, a Rede Europeia Anti Pobreza, o IndieLisboa e a delegação de Viseu da Ordem dos Advogados

Em 2013 o Cinema 7ª Arte, a propósito da rubrica “Querido Diário: Edição Cineclubes”, entrevistou ona altura presidente do CCV, Rodrigo Francisco (leia aqui a entrevista), pelo que este escreveu: “Fortes convicções pessoais e cívicas, no seio dos fundadores da associação, e algumas influências culturais da época, como a existência de cine clubes noutras cidades. Iniciar uma actividade associativa e cinéfila em 1955, em Viseu, representou um gesto de grande determinação e alcance, que ainda hoje nos motiva. (…) É um dos cine clubes mais activos, com maior alcance de intervenção e maior longevidade.”.