O Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) divulgou os primeiros dados sobre o mercado cinematográfico em Portugal relativo aos primeiros seis meses de 2020.

Segundo o ICA, sobre o 1.º semestre do ano, e face ao período homólogo do ano anterior, registou-se nas salas de cinema em Portugal um decréscimo da receita bruta e do número de espectadores de 61,4% (13 810 153,11€) e 62,2% (2546, 477), respetivamente.

A 18 de março de 2020, todos os recintos de cinema em Portugal estavam encerrados, o que levou a que em março tivessem ido ao cinema apenas 256 509 espectadores, menos 76,5% do que em março de 2019 (1 089 973). Os meses de abril e maio tiveram zero espectadores, o que representa uma variação de 100% face ao período homólogo do ano anterior. Com a reabertura das salas de cinema a 1 de junho, foram ao cinema nesse mês 12 403 espectadores, ou seja, menos 98,9% do que em junho de 2019.

Deste modo, de janeiro até junho, foram ao cinema 2 546 477 espectadores, ou seja, os cinemas portugueses perderam mais de 4 milhões de espectadores.

Quanto aos filmes mais vistos do ano até 30 de junho, “1917” foi o mais visto, com 329 046 espectadores. O filme nacional mais visto neste período foi “O Filme do Bruno Aleixo”, com 23 946 espectadores, seguido de “Mosquito”, com 3463 espectadores, e por “Frankie”, com 755 espectadores.

Já durante o mês de junho, o filme Retrato da Rapariga em Chamas“, de Céline Sciamma, foi o mais visto, por 2154 espectadores.

Até 30 de junho de 2020, estrearam em Portugal 81 filmes de longa-metragem com as obras provenientes dos EUA a representarem 40,9% e as de origem europeia 46,6%.

No que concerne à produção de obras nacionais apoiadas pelo ICA, foram concluídas 17 longas-metragens (86 de ficção e 11 documentários) e 15 curtas-metragens (8 de ficção, 2 documentários e 5 de animação), o que representa um aumento de 10% do número de obras face ao período homólogo do ano anterior.