Tudo começou com uma série televisiva em 1976, criada por Jim Henson (criador da “Rua Sésamo”), “The Muppet Show” (“Os Marretas”). Uma série de marionetas (1976-1981), com humor clássico onde em cada episódio havia um convidado famoso, que rapidamente obteve um enorme sucesso, tendo direito a cinco temporadas e a seis filmes – “The Muppet Movie” (1979), “The Great Muppet Caper” (1981), “The Muppets Take Manhattan” (1984), “The Muppets Christmas Carol” (1992), “Muppet Treasure Island” (1996), “Muppets from Space” (1999). Passados doze anos chega o sétimo filme, “Os Marretas”, realizado por James Bobin e produzido pela Walt Disney Pictures em conjunto com The Muppets Studio, escrito por Jason Segel e Nicholas Stoller. Durante vários meses antes da sua estreia nos cinemas nos EUA, foi-se criando uma grande espectativa à volta do filme, pois seria um regresso de uma das maiores séries de humor dos anos 70.

A história desta nova aventura é como uma grande homenagem ao mundo dos Marretas. O maior fã dos Marretas, o seu irmão Gary e a namorada de Gary, a Mary, descobrem que o magnata do petróleo quer comprar o Teatro dos Marretas para o demolir mais tarde e ficar com o petróleo existente naquele local. Assim, os três tentam juntar de novo o velho grupo dos Marretas, com a ajuda do sapo Cocas, para angariarem 10 milhões de dólares e salvar o Teatro.

Uma narrativa bastante clássica e já demasiado vista no cinema, tornando todo o filme demasiado falso, forçado e previsivel. O filme pretende prestar homenagem e ao mesmo tempo trazer de volta o espírito da série, o que infelizmente não consegue. Ou pelo menos não em grande parte dele. O mau argumento, incluindo mesmo maus diálogos e a terrível escolha de Jason Segel e Amy Adams como protagonistas reais, fazem deste filme um fraco regresso dos Marretas. Era suposto escolherem atores com talento e com humor.

O único momento bom filme é a cena do espectaculo, onde realmente recriam o verdadeiro espírito da série. Nesses breves minutos consegue roubar bastantes gargalhadas ao público e talvez algumas lágrimas. Mas mal termina este espectaculo tudo volta a ser ridículo e aborrecido. De maneira geral os momentos musicais são maus, com músicas aborrecidas. As músicas não ficam no ouvido, ao contrário do que acontecia na série. Ainda por cima colocam a melhor música de sempre dos Marretas, ou pelo menos a mais conhecida, “Mah Na Mah Na”, no genérico final, fazendo com que todo o público saia da sala a trotear essa música, esquecendo completamente todas as outras. A música “Man or Muppet” está nomeada para o Óscar de Melhor Canção Original, sendo esta a única nomeção do filme. De facto esta será talvez a melhor música do filme, com uma boa letra e boa realização deste videoclip.

Quanto à realização do filme, não há muito a referir a não ser, dizer que é razoável. Falando do elenco, resumidamente, todo o elenco humano é terrível, quer nas escolhas, quer nas interpretações. Já o elenco dos bonecos é genial e continuam perfeitos.

Destas sete longas metragens que foram feitas, talvez duas ou três sejam consideradas boas e originais, no entanto nunca foi no grande ecrã que os Marretas se sentiram mais à vontade. O formato deste tipo de bonecos não foi feito para o cinema, mas sim para a televisão.

Apesar de este filme não ter sido o que se esperava, quando saímos da sala ficamos a pensar no que foi realmente a série dos anos 70 e 80. Fico aguardar com alguma esperança de que um dia esta brilhante série volte ao pequeno ecrã, pois é ai o seu lugar. Marretas vocês são incríveis!

Realização: James Bobin

Argumento: Jason Segel, Nicholas Stoller

Elenco: Jason Segel, Amy Adams

EUA/2011 – Comédia

Sinopse: De férias em Los Angeles, Walter, o maior fã dos Marretas, o seu irmão Gary e a namorada de Gary, a Mary de Smalltown (EUA), descobrem o maquiavélico plano de Tex Richman, um homem do petróleo que quer demolir o Teatro dos Marretas e perfurar o solo em busca do recentemente petróleo encontrado nos terrenos do Teatro. Para organizar a Maior Gala dos Marretas e angariar os 10 milhões de dólares necessários para salvar o Teatro, Walter, Mary e Gary vão ajudar o Cocas a reunir os Marretas, que entretanto seguiram caminhos separados: o Fozzie atua num casino em Reno com uma banda de tributo aos Marretas, a Miss Piggy é uma editora de moda dirigida a gordinhas na Vogue de Paris, o Animal está numa Clinica em Santa Bárbara a receber tratamento para Controlo de Temperamento, e o Gonzo é um bem sucedido magnata no campo das canalizações.

«Os Marretas» - São melhores no pequeno ecrâ
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