Óscares 2021: “Vitalina Varela” entre os 15 favoritos a ser nomeado para o melhor filme internacional

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O site Indiewire colocou o último filme de Pedro Costa, “Vitalina Varela”, entre os 15 filmes mais prováveis de serem nomeados ao Óscar de Melhor Filme Internacional, na 93.ª edição dos Óscares da Academia Americana de Cinema.

Segundo a Indiewire a Academia vai revelar uma lista mais reduzida de pré-nomeados no dia 9 de fevereiro. O filme de Pedro Costa tem vindo a ser muito bem recebido em Hollywood, com boas críticas, como por exemplo do ator Willem Dafoe, o crítico Eric Kohn e o realizador Spike Lee. “O trabalho do Pedro não é entretenimento, e não é para toda a gente, mas é um cinema muito puro (…) Assim como a história e a fotografia são negras, a humanização acontece graças à simplicidade, nobreza e elegância da cinematografia”, diz Dafoe.

A Indiewire considera que “Vitalina Varela” é um dos poucos filmes “que combina uma abordagem comprometida com a ambição cinematográfica”, e teve a segunda melhor avaliação, de 86 pontos (em 100), ficando apenas a trás de “Collective”, de Alexander Nanau, com 95 pontos.

“Vitalina Varela” é o candidato português, escolhido pelos membros da Academia Portuguesa de Cinema (APC), para os Óscares 2021 e desde a sua estreia em agosto de 2019 que tem sido um dos filmes portugueses mais premiados de sempre. Estreou no Festival de Cinema de Locarno 2019, na Suíça, onde arrecadou o Leopardo de Ouro e o Leopardo de Melhor Interpretação Feminina. Desde então tem recebido vários prémios em diversos festivais internacionais de cinema e venceu recentemente o prémio de Melhor Filme da Sociedade Portuguesa de Autores e dois prémios da International Cinephile Society (Melhor Atriz e Melhor Fotografia). O filme de Pedro Costa tem sido incluído em várias listas de melhores filmes de 2020, tendo ficado em primeiro lugar na lista do  jornal Los Angeles Times e em 18.º na lista dos 50 melhores filmes de 2020 para a IndieWire.

O filme, com produção da OPTEC, conta a história de uma mulher que viveu grande parte da vida à espera de ir ter com o marido, Joaquim, emigrado em Portugal. Sabendo que ele morreu, Vitalina Varela chegou ao país três dias depois do funeral.

Estas são as 15 escolhas da Indiewire, em ordem alfabética:

1. “Another Round”, de Thomas Vinterberg

2. “Apples”, de Christos Nikou

3. “Beginning”, de Kulumbegashvili

4. “Charlatan”, de Agnieszka Holland

5. “Collective”, de Alexander Nanau

6. “Dear Comrades!”, de Andrei Konchalovsky

7. “Hope”, de Maria Sødahl

8. “I’m No Longer Here”, de Fernando Frias

9. “La Llorona”, de Jayro Bustamante

10. “The Mole Agent”, de Maite Alberti

11. “My Little Sister” de Stéphanie Chuat, Véronique Reymond

12. “Never Gonna Snow Again”, de Małgorzata Szumowska e Michał Englert

13. “Notturno”, de Gianfranco Rosi

14. “A Sun”, de Chung Mong-hong

15. “Vitalena Varela”, de Pedro Costa