Plano Nacional de Cinema arranca já em 23 escolas

Foi hoje apresentado na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, com grande expectativa, o Plano Nacional de Cinema (PNC), que contou com a presença do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas e do ministro da Educação, Nuno Crato. Este projecto, que está inscrito na nova lei do cinema e do audiovisual, tem com o objetivo promover a criação de novos públicos a partir das escolas e sensibilizá-los para as práticas cinematográficas e, em particular, para o cinema português. Ou seja, criar algo dentro do género do já existente Plano Nacional de Leitura.

 

Numa primeira fase serão cerca de 23 escolas do ensino básico e secundário, de estabelecimentos públicos e privados, a adoptar, no corrente ano lectivo, o novo PNC. No próximo ano lectivo, se o resultado for positivo, este programa vai ser alargado a mais escolas do país. Em maio, quando este projecto foi anunciado por Francisco José Viegas, o Cinema 7ª Arte criou também uma lista de 50 filmes que deveriam ser mostrados nas escolas (ler artigo), referindo que, “Esta medida se vier a concretizar-se é de louvar, pois irá permitir que as gerações mais novas comecem a conhecer a arte e a história do cinema, mais cedo, nos currículos escolares.”.

 

A atual lista é composta por apenas 36 filmes, pelo que certamente irá crescer gradualmente, sendo que 17 são produções portuguesas. Entre os filmes sugeridos pelo PNC constam, por exemplo, “Aniki Bóbó” de Manoel de Oliveira, “O garoto de Charlot” de Charlie Chaplin, “Serenata à Chuva” de Stanley Donen, “Os 400 Golpes” de François Truffaut, “Fado Lusitano” de Abi Feijó“A Noite” de Regina Pessoa.

 

Lista completa dos filmes escolhidos para o primeiro ano de aplicação deste programa:

  • Saída de Pessoal Operário da Camisaria Confiança, de Aurélio da Paz dos Reis (Portugal, 1896)
  • Viagem à Lua, de Georges Méliès (França, 1902)
  • O Garoto de Charlot, de Charles Chaplin (EUA, 1921)
  • Douro, Faina Fluvial, de Manoel de Oliveira (Portugal, 1931)
  • Luzes na Cidade, de Charles Chaplin (EUA, 1931)
  • Aniki-Bobó, de Manoel de Oliveira (Portugal, 1942)
  • Serenata à Chuva, de Stanley Donen (EUA, 1952)
  • Shane, de George Stevens (EUA, 1953)
  • Os 400 Golpes, de François Truffaut (França, 1959)
  • Belarmino, de Fernando Lopes (Portugal, 1964)
  • A Cortina Rasgada, de Alfred Hitchcock (EUA, 1966)
  • Jaime, de António Reis (Portugal, 1974)
  • ET, o Extraterrestre, de Steven Spielberg (EUA, 1982)
  • Diz-me Onde Fica a Casa do Meu Amigo, de Abbas Kiarostami (Irão, 1987)
  • Eduardo, Mãos de Tesoura, de Tim Burton (EUA, 1990)
  • O Estranho Mundo de Jack, de Henry Selick (EUA, 1993)
  • Os Salteadores, de Abi Feijó (Portugal, 1993)
  • Estória do Gato e da Lua, de Pedro Serrazina (Potugal, 1995)
  • Fado Lusitano, de Abi Feijó (Portugal, 1995)
  • Romeu + Julieta, de Baz Luhrman (EUA, 1996)
  • Adeus, Pai, de Luís Filipe Rocha (Portugal, 1996)
  • A Suspeita, de José Miguel Ribeiro (Portugal, 1999)
  • Um Outro País, de Sérgio Tréfault (Portugal, 1999)
  • A Noite, de Regina Pessoa (Portugal, 1999)
  • Os Respigadores e a Respigadora, de Agnès Varda (França, 2000)
  • Com Quase Nada, de Margarida Cardoso e Carlos Barroco (Portugal e Cabo Verde, 2000)
  • A Bola, de Orlando Mesquita Lima (Moçambique, 2001)
  • As coisas lá de Casa, de José Miguel Ribeiro (Portugal, 2003)
  • Persepolis, de Marjane Satrapi e Vicent Paronnaud (França, 2004)
  • A Esquiva, de Abdelatlif Kechiche (França, 2004)
  • História Trágica com Final Feliz, de Regina Pessoa (Portugal, 2005)
  • A Noiva Cadáver, de Tim Burton (EUA, 2005)
  • Senhor X, de Gonçalo Galvão Teles (Portugal, 2010)
  • O Barão, de Edgar Pêra (Portugal, 2011)
  • A Invenção de Hugo, de Martin Scorsese (EUA, 2011)
  • Rafa, de João Salaviza (Portugal, 2012)