Já se sabe os vencedores da 3.ª edição dos Prémios Quirino, criados em 2018 e que premeiam o melhor do cinema de animação ibero-americano.

O grande vencedor dos prémios foi “Klaus“, longa-metragem realizada por Sergio Pablos e Carlos Martínez López e produzida pelos The Spa Studios e Atresmedia Cine para a Netflix. O filme parte da lenda do Pai Natal para contar a história de um carteiro que deixa o Círculo Polar Ártico para abrir uma repartição de correios. “Klaus” já tinha sido premiado nos Prémios Annie e nos BAFTA, para além de ser um dos finalistas na categoria de Melhor Filme de Animação na última edição dos Óscares.

Na categoria de Melhor Curta-Metragem, o vencedor foi a curta colombiana “Pájarocubo”, realizada por Jorge Alberto Vega e produzida por La Valiente Estudio e Cintadhesiva Comunicaciones. O filme é uma animação em stop-motion do livro homónimo de Marcos Mas e tem como protagonista Pedro, um pássaro que vive preso numa gaiola e que está disposto a conquistar a sua liberdade a qualquer custo.

Já a animação portuguesa conta com três distinções, sendo “Nestor“, filme de João Gonzalez, a mais premiada, tendo vencido o prémio de Melhor Curta-Metragem Escolar e o prémio de Melhor Desenho de Som e Música Original. O filme conta a história de um homem com comportamentos obsessivo-compulsivos que reside num “barco-casa” que não para de oscilar. “O Peculiar Crime do Estranho Sr. Jacinto“, de Bruno Caetano, venceu o prémio de Melhor Desenvolvimento Visual e lê-se na sua sinopse: “Numa cidade em que a natureza foi proibida, o pequeno crime de um homem simples desencadeia consequências inesperadas.”

A terceira edição dos Prémios Quirino estava marcada para o dia 18 de abril em Tenerife, mas teve de ser adiada para ontem devido à COVID-19.