Joana Niza Braga e Nuno Bento foram distinguidos ontem nos prémios norte-americanos da Cinema Audio Society (CAS) Awards graças à sua participação no documentário da National Geographic, Free Solo.

Esta associação premeia filmes tendo em conta apenas o som e, no caso dos jovens portugueses, ambos com 27 anos, são eles foley mixer (Joana Niza Braga) e foley artist (Nuno Bento).

O trabalho dos dois portugueses foi todo feito remotamente”, a partir de Lisboa, na pós-produtora de cinema Loudness Films, onde existe um estúdio de foley bastante grande”, revelou Joana à agência Lusa.

O foley permite criar sons que, por vezes, não são captados nas rodagens. Com ele é possível criar a ilusão de que existe essa proximidade com as personagens que estão no ecrã”. O processo é feito com o foley mixer na régie e o foley artist num estúdio adjacente, separados por um vidro.

A portuguesa refere que os foley artists, quem está a reproduzir o barulho”, costumam dizer que os foley mixers são os ouvidos, porque o som captado pelo microfone é diferente, um bocadito, da perceção auditiva normal”.

Free Solo” venceu o prémio na categoria de documentário, distinguindo, além de Joana Niza Braga, Jim Hurst (production mixer), Tom Fleischman (re-recording mixer), Ric Schnupp (re-recording mixer), Tyson Lozensky (scoring mixer) e David Boulton (ADR mixer).

O documentário é realizado por Jimmy Chin (Meru”, 2015) e Elizabeth Chai Vasarhelyi (Incorruptible”, 2015), e conta a aventura do alpinista norte-americano Alex Honnold na escalada, sem cordas ou proteções, da parede de granito El Capitan, com 900 metros de altura, situada no Parque de Yosemite, nos Estados Unidos.

“Free Solo” está entre os nomeados para os Óscares, na categoria de Melhor Documentário.