A 4.ª edição dos Prémios Curtas prepara-se para reunir, no dia 11 de abril, pelas 20h30, no Fórum Lisboa, alguns dos principais nomes e obras do cinema português em formato de curta-metragem, numa cerimónia de entrada livre que pretende afirmar-se como um momento central de reconhecimento e celebração da produção nacional.
A noite será conduzida por Rui Alves de Sousa, que volta a assumir a apresentação de um evento que, ano após ano, tem vindo a consolidar o seu lugar no panorama cinematográfico português.
A cerimónia distingue trabalhos em múltiplas categorias, abrangendo áreas como ficção, realização e argumento, bem como outras vertentes criativas que compõem a linguagem do cinema.
Títulos mais nomeados
Entre os títulos mais nomeados desta edição destaca-se “Tapete Voador”, de Justin Amorim, que lidera a lista com nove nomeações. O filme surge como um dos principais favoritos, estando presente em categorias de destaque como Melhor Curta de Ficção, Realização e Argumento.
Logo a seguir surgem “Atom & Void”, de Gonçalo Almeida, com oito nomeações, e “A Emancipação de Mimi”, de Marcelo Pereira, com sete nomeações.
Também com presença relevante na competição estão “À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe”, com seis nomeações, e “Unicorn Hunting”, com cinco, reforçando a pluralidade temática e formal que caracteriza esta edição.
Homenagens e momentos especiais
Um dos pontos altos da cerimónia será a atribuição do Prémio Cintra de Carreira a Maria do Céu Guerra, actriz e encenadora cuja trajectória, ao longo de mais de seis décadas, deixou uma marca profunda nas artes performativas e na cultura portuguesa. A distinção reconhece não apenas a longevidade do seu percurso, mas sobretudo a consistência e o impacto do seu trabalho no teatro e no cinema.
A programação contempla ainda a exibição de duas curtas-metragens: “Bastien”, de Welket Bungué, com participação da própria homenageada, e “Umbral”, de Miguel Andrade, vencedor da categoria de Melhor Curta de Ficção na edição anterior.
Para além de simples exibições, tratam-se de momentos que celebram o trabalho artístico e reforçam a ligação entre diferentes gerações de criadores, evidenciando a vitalidade do cinema de curta-metragem.
Novidades
A edição de 2026 traz também novidades. Pela primeira vez, foi criada a categoria de Melhor Curta Experimental, sinalizando uma abertura a linguagens mais inovadoras e a propostas que desafiam os formatos tradicionais.
Paralelamente, o júri foi alargado para 15 membros, integrando nomes de diferentes áreas do sector cinematográfico e cultural, como Isabél Zuaa, Bruno Gascon, Bernardo Freire, Hugo Gomes, Inês Moreira Santos e Rafael Félix, entre outros, garantindo uma avaliação plural e representativa.
Apoios
Com o apoio institucional da Câmara Municipal de Lisboa, os Prémios Curtas renovam a parceria com a plataforma de streaming FILMIN e reforçam a rede de divulgação, que integra o Cinema Sétima Arte, o Canal Q, o Fio Condutor, o Podcast VHS e a Revista Metropolis.
A edição conta ainda com o envolvimento da Elvas Film Office, da RONCA – Cineclube de Elvas, da Miratecarts, da Coffeepaste, da Delta Cafés, dos Pastéis de Belém e da Cerveja Coruja, consolidando uma colaboração alargada.
O prémio
Os Prémios Curtas distinguem o cinema português no formato curto, independentemente do género. Este formato é muitas vezes a primeira experiência de realizadores e realizadoras em início de carreira e funciona como um verdadeiro ponto de partida para a criatividade nacional. Através desta premiação anual, a organização pretende reconhecer e valorizar o trabalho destes autores.

