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Arranca hoje a 17ª edição do Festival de Cinema Queer Lisboa, que decorrerá até ao dia 28 de setembro, no Cinema São Jorge, em Lisboa, abrindo com o documentário “Continental” de Malcolm Ingram. O filme que abre hoje o certame, na Sala Manoel de Oliveira, às 21h, foi segundo a organização, “uma escolha motivada, não apenas pela qualidade formal do filme, mas por contar uma importante história da cultura queer: a da sauna Continental, de Nova Iorque.”. “Continental leva os espectadores numa viagem no tempo, de volta à Nova Iorque sexualmente ousada de 1968, quando o famoso Continental Baths abriu as suas portas. Este espaço de deboche (anunciado como um sítio “para homens sofisticados”) acabou por transcender a identidade sexual e tornou-se um farol cultural dos belos e famosos. Não só recebia os, agora poderosos, homossexuais de todas as formas e tamanhos, ansiosos por aproveitar as suas liberdades sexuais num local sofisticado, como trazia tanto alta como baixa cultura ao palco da sauna semana após semana, tornando-se fundamental nas carreiras de ícones dos anos 60 e 70 como Bette Midler e Barry Manilow.”

A edição deste ano conta com um total de 93 filmes, sendo os EUA o país mais representado com um total de 26 filmes. “O segundo país com maior presença na programação é Portugal, com 15 títulos, mantendo o mesmo número de filmes da edição anterior, uma prova do crescente interesse dos realizadores nacionais na exploração de temáticas queer.”. A sessão de encerramento contará com o filme do israelita “Out in the Dark”, de Michael Mayer.

Destacamos a estreia nacional do documentário, galardoado em Agosto último com o Prémio Especial do Júri do Festival de Locarno, “E agora? Lembra-me”, dirigido e protagonizado por Joaquim Pinto, que vive há 20 anos com os vírus VIH e hepatite C.

 

Melhor Longa-metragem

A Fold in My Blanket, de Zaza Rusadze

The Comedian, de Tom Shkolnik

Concussion, de Stacie Passon

Facing Mirrors, de Negar Azarbayjani

Floating Skyscrapers, de Tomasz Wasilewski

Free Fall, de Stephan Lacant

In the Name of…, de Malgoska Szumowska

Joven y Alocada, de Marialy Rivas

Noches de Espera, de Tiago Leão

Silent Youth, de Diemo Kemmesies

Melhor Documentário

Born Naked, de Andrea Esteban

O Carnaval é um Palco, a Ilha uma Festa, de Rui Mourão

I Am Divine, de Jeffrey Schwarz

Interior. Leather Bar., de Travis Mathews, James Franco

Me @ the Zoo, de Chris Moukarbel, Valerie Veatch

Quebranto, de Roberto Fiesco

She Male Snails, de Ester Martin Bergsmark

She Said Boom: The Story of Fifth Column, de Kevin Hegge

Uncle Bob, de Robert Oppel

A Volta da Pauliceia Desvairada, de Lufe Steffen

Fonte: Queer Lisboa