Quem ri por último ri melhor?

O ator Christian Bale refletiu sobre seu tempo como Batman e como as pessoas reagiram à ideia de uma visão séria do herói.

Bom, falhas, descompassos e equívocos todos nós cometemos, entretanto, quando se trata da trilogia Batman de Christopher Nolan, temos que dar o braço a torcer, ela sempre será uma referência estilística para qualquer diretor que assuma a franquia do patrulheiro de Gotham.

 

Contudo, embora seja considerada uma das melhores adaptações em live-action da DC, parece que nem todos do fandom sentiram que a visão densa de Nolan arrebataria a grande massa de fã do personagem icônico. De acordo com o próprio Christian Bale, quando ele contou às pessoas o que eles planejavam fazer com Batman, ele foi recebido com risadas.

Em entrevista ao The Washington Post, Bale, que recentemente foi visto como Gorr no filme “Thor: Amor e Trovão” (2022), disse que as pessoas riram dele quando ele disse que o filme do Batman em que ele estaria levaria o personagem a sério na época.

 

“Eu diria [às pessoas] que vamos meio que fazer o Batman, mas leve-o a sério. Muitas pessoas riram de mim e apenas disseram: ‘bem, isso não vai funcionar de jeito nenhum’”, disse Bale. 

 

Em retrospectiva, Bale precisamente aprecia que não apenas os pessimistas estavam errados neste caso, mas que a trilogia de Nolan em que ele estrelou auxiliou em como o Universo Cinematográfico da Marvel veio a se estabelecer.

Estilisticamente, a trilogia de Nolan (2005-2012) representou um papel crucial na popularização do gênero “filmes de super-heróis”. O diretor conseguiu dar tom e seriedade ao produto. O sucesso dos filmes de Nolan também ilustram o quão diferente era a percepção do público sobre o gênero no início dos anos 2000.

 

“Então, é maravilhoso fazer parte de uma trilogia que provou que essas pessoas estavam erradas. Não tenho certeza se deu o pontapé inicial [no MCU], mas certamente ajudou ao longo do caminho”, ressalva Bale.

 

A razão pela qual as pessoas riram de Bale não abalou tanto o ator ou a Warner Bros. O motivo dessa constatação é bem simples, na época, “Batman e Robin” (1997) de Joel Schumacher era considerado o pior filme da franquia, o que amenizou o impacto tão negativo no gênero de super-heróis, o fato é que vários anos depois, o público ainda não estava interessado em assistir a outro filme do Batman.

Enfim, queiram ou não, a trilogia de Christopher Nolan mostrou as grandes produtoras que um filme de herói pode ser um produto de qualidade, e estabeleceu um modelo para a Marvel Studios iniciar seu universo cinematográfico bilionário.

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