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Rhonda Fleming, ‘Rainha do Technicolor’, morre aos 97

Rhonda Fleming, nome artístico de Marilyn Louis, nascida em Hollywood e descoberta pela famoso Henry Wilson, morreu esta quarta-feira em Santa Monica, Califórnia, com 97 anos.

A grande estrela dos anos 40 e 50 teve o seu primeiro papel importante em “Spellbound” (“A Casa Encantada”), um filme de suspense dirigido por Hitchcock, onde interpretou o papel de uma ninfomaníaca. Fleming apareceu em mais de 40 filmes e trabalhou com realizadores como Jacques Tourneur em “O Arrependido” (1947), Robert Siodmak em “A Escada de Caracol” (1946) e Fritz Lang em “Enquanto a cidade dorme” (1956). O seu último grande papel foi na comédia de Don Adams “A Bomba Nua” em 1980.

Em 1960, Fleming foi premiada com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e, juntamente com Maureen O’Hara, foi apelidada de “Rainha do Technicolor” pois os seus cabelos ruivos e olhos verdes tornaram-na numa das atrizes mais bonitas do seu tempo e não conseguia ser mal fotografada.

Após a morte da sua irmã Beverly devido a um cancro, Fleming dedicou-se a apoiar várias organizações na luta contra o cancro, tendo assim fundado a Clínica Rhonda Fleming Mann para Tratamento Integral de Mulheres e o Centro de Recursos Rhonda Fleming Mann para Mulheres com Cancro no UCLA Medical Center. Para aprofundar ainda mais a pesquisa e o tratamento do cancro feminino, ela criou também a Bolsa de Pesquisa Rhonda Fleming Mann no Hospital City of Hope.

Apoiou também outras organizações como a PATH (People Assisting the Homeless), onde ela estabeleceu dois Centros Familiares Rhonda Fleming e foi embaixadora da Childhelp, dedicada ao cuidado e tratamento de vítimas de abuso infantil.