“Roma”, de Alfonso Cuarón, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, nomeado para os Globos de Ouro de Melhor Argumento, Melhor realizador e Melhor Filme Estrangeiro, terá exibição a 13 de dezembro no Cinema Medeia Monumental, com som exclusivo Dolby Surround 7.1. que destaca o design de som do filme, oferecendo também uma experiência cinematográfica única.

O filme de Alfonso Cuarón narra a vida de uma família na Cidade do México no início da década de 70. O filme segue Cleo, uma jovem doméstica que trabalhava para uma família de classe média no bairro de Roma. Cuarón entrega uma carta de amor à mulher que o criou, inspirando-se na sua própria infância e desenhando um retrato emotivo da vida doméstica e da hierarquia pessoal social no seio do tumulto político desta década.

“Roma” é um caleidoscópio de memórias que espreita o passado com a lente do presente. Um testamento político e estético que segue o quotidiano de uma família na Cidade do México, no início dos anos 70. É uma experiência emocional de grande escala, lida à luz de um entendimento adulto, de recorte emocional com raízes em emoções do passado que acabam por se abraçar no presente:

“Eu queria que isto fosse sobre confiar nesses momentos (…) não queria pensar em narrativa. E este é o primeiro projeto em que eu não queria ter nenhuma referência.” Cuarón relembra o escritor argentino, Jorge Luís Borges, para ilustrar um dos temas centrais do filme: a memória que aparece “como um espelho opaco e quebrado“, embora a considere mais como uma brecha na parede, uma ferida, uma dor do passado que tentamos cobrir com camadas de tinta, embora ela persista.

“Roma” estreia a 13 de dezembro no Cinema Monumental.

Este artigo foi originalmente publicado na Comunidade Cultura e Arte, tendo sido aqui reproduzido com a devida autorização.